segunda-feira, 30 de julho de 2012

Últimas frases... (I)

"At her side, feeling her warmth against him, Philip was certain that he would soon feel her love as well. Time, he thought. All we really need is time. Isn't that what Michael said? I'll do anything to keep us all together.
He began to dream of Japan, of drinking green tea, of watching the cherry blossoms, of being with his family. His only regret was that Jonas would not be there save in spirit.
He hugged his daughter to him. And he thought, That is the real difference between us, Lillian. It took me a long time, but I have finally learned what life is all about."

Eric van Lustbader in Zero

Amizade


Recebi este lindo selinho da minha amiga Pérola do blog E era tudo muito bom!
Gostaria de escrever algo a respeito da amizade, mas ando sem inspiração. As palavras atropelam-se umas às outras nos meus pensamentos, não cessam, mas teimam em não querer fixar-se no papel.
Obrigada Pérola! Obrigada amigos por darem mais cor à minha vida!

Antes que Seja Tarde Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.

Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"

O selinho fica aqui e não vou enumerar ninguém em especial para o levar. Quem se considere meu amigo, mesmo que só virtual leve e faça com que a "amizade" ganhe asas!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Coisas do meu miúdo

Hoje foi dia de consulta dos 2 anos do pimpolho no centro de saúde. Já me tinha preparado mentalmente que a coisa não iria ser fácil… pois sua excelência desde os 9 meses que detesta as batas brancas e tudo quanto as rodeia! E até o mais simples dos procedimentos, diga-se pesagem e medição, se tornam árduos e complexos… sai de lá a transpirar e apenas com peso e medidas mais ou menos.

Pois foi pesado ao meu colo e medido às três pancadas! Mas parece estar tudo bem com o rapazola. Mais ou menos 15 kgs e 94 cm de gente com uma personalidade extremamente forte! Nesta fase do campeonato as medidas já não são de grande preocupação: basta olhar para ele para ver que cresce de dia para dia a todos os níveis. 

E falando em crescimento, ontem pela primeira vez recorri ao castigo! Teve que ser, não que eu goste de o fazer… mas todas as outras alternativas deixaram de surtir efeito.

Quando chegamos a casa no final do dia o rapaz gosta de se empoleirar na cadeira frente ao lava-loiças (foi a mãe que lhe ensinou. Agora reconheço que foi asneira. Toooo late!) e ali se vai entretendo enquanto eu me ocupo com outras tarefas. O problema é que aprendeu a abrir a torneira e mesmo eu dizendo que não o deve fazer sua excelência insiste. Reprimi uma vez e tirei-o da cadeira, voltou ao mesmo. Segunda vez com explicações incluídas e tirei-o da cadeira. Voltou ao mesmo. Falei novamente com ele e dei-lhe uma palmadita na mão. O que também não serviu de nada. Ele levanta a mão e dá-lhe beijinhos e está pronto para continuar com as “marotices”. Tornei a falar com ele e disse-lhe que o iria colocar de castigo se tornasse a abrir a torneira. E ele abriu. Agarrei nele e coloquei o na caminha de grades. Começou logo a chorar como se o mundo fosse acabar e aqui a miss coração mole disse-lhe que o tirava do castigo se não voltasse a mexer na torneira. Ele concordou, mas assim que se apanhou no chão foi a correr para repetir a proeza. Peguei nele e novamente o coloquei na cama… desta vez não cedi tão rápido (só cedi depois de 2 minutos). Chorou ranho e baba mas parece que compreendeu, pois quando o tirei da caminha já não se atreveu a voltar para a cozinha!!! 

Não sou apologista dos castigos, mas reconheço que as crianças têm que saber que existem limites e eu tenho de encontrar forma de lhos explicar e impor.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sobre a importância das histórias e a arte de inventar

A arte de inventar

“Para as crianças todas as coisas são possíveis. Os pássaros falam, os sapos transformam-se em príncipes, frágeis cavalheiros são capazes de derrotar gigantes, os pinheiros têm sentimentos e ambições. Da mesma forma, a cadeira da cozinha rapidamente se transforma num cavalo, as gavetas da cómoda num comboio, a carpete num campo de batalha, o jornal numa coroa de ouro. E é nesta realidade que temos de nos basear quando inventamos histórias com elas ou para lhes contar. O primeiro passo é que o façamos com sinceridade e seriedade. Com isto não se pretende eliminar o humor ou a diversão das histórias, mas apenas alertar para o facto de que a criança, para assimilar a mensagem, precisa que o adulto partilhe o seu interesse, pelo que, naquele momento em que contamos o conto, temos que aceitar de forma honesta as fadas, os heróis, os animais que falam… A criança merece uma igualdade de pontos de vista, sem a qual a história não tem sucesso. Ela gosta de fazer de conta, mas de uma forma prática e séria; isto é, mais do que a imaginação, é a credulidade que a ajuda a apreciar e interiorizar a história.”

Excerto do Texto de Rosa Cordeiro
In: Pais & Filhos nº 259 (Agosto 2012)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Manter a cabeça à superfície...

Há dias e dias, e estes últimos não têm sido muito famosos. Mas vai-se nadando e espera-se que a maré acalme, sempre tentando manter a cabeça à superfície e o pensamento positivo!

Acreditar até quando?



Espero bem que sim... porque estou cada vez mais perto do nível de saturação!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Comprar por impulso...


...Não dá bom resultado!

Contrariamente a muitas mulheres e homens não gosto de fazer compras, não tenho pacîência para ver roupas e muito menos para andar a experimentá-las. Isso não quer dizer que não goste de ter uma fatiota nova de vez em quando ou de ter uns sapatinhos da moda. Não. Claro que não. Simplesmente um dia no shopping não é bom programa para mim.

Recentemente abriu nesta terreola uma nova sapataria, tem uns modelitos engraçados e preços inacreditáveis (claro, falta um pouco de qualidade). Um dia olhei para a montra e vi umas sandálias que me acenaram. Mas a loja estava fechada e adiei a compra para o dia seguinte.

Entrei e pedi para experimentar. Ohhhh... não havia o meu número. Mas eu queria tanto umas sandálias novas!!! Olhei em redor e vi umas sandálias de plataforma com a tira entrançada que até me pareceram engraçadas e comprei. Comprei por impulso!

Agora lá estão elas em casa... à espera que um dia eu goste de me ver com elas! E pelo andar da carruagem ainda vão ficar cobertas de teias de aranha!

É nisto que dá comprar por impulso!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Diálogo ou monólogo?

Depois de uma discussão na minha opinião deve-se conversar e não seguir em frente como se nada tivesse sucedido. Se as coisas não ficam resolvidas no seu devido tempo, elas vão ficar guardadas algures no subconsciente até ao dia em que o copo enche e não há mais como voltar atrás.

Mas conversar implica mais de que uma pessoa, diálogo, feedback... e quando isso não sucede?

Fala-se, fala-se... deita-se tudo cá para fora e depois o SILÊNCIO!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Citando: "Literacia emocional"


“Podemos falar de literacia emocional como a capacidade de escutar e compreender as complexidades da vida emocional, que deveria ser tão possível como a capacidade de ler, escrever e contar. Contudo, existe ainda uma enorme relutância em aceitar que são os sentimentos que influenciam praticamente tudo o que somos e fazemos, organizando-se como a base do nosso pensamento e não como o seu impedimento, e os maiores indicadores da nossa verdade interior. É por isso que vivemos ainda em sociedades que ignoram e desperdiçam os maiores valores culturais da humanidade: as crianças e os adolescentes, e a fonte de energia e criatividade que contêm. Por isso, precisamos de uma mudança.

Reconhecer que em cada um de nós existe um mundo interior que se desenvolve desde os primeiros instantes de vida, e tem as suas raízes na qualidade de relação afectiva entre as crianças e os adultos que as rodeiam, é o primeiro passo para que essa mudança possa acontecer. O segundo passo é a percepção de que os nossos actos e pensamentos têm um impacte naqueles que nos rodeiam, contribuindo assim para o seu bem-estar e para a melhor qualidade de relação entre todos. Uma das melhores formas de avaliar a riqueza e a qualidade da vida emocional de cada um, é através da capacidade de nos relacionarmos e de comunicarmos com os outros.

Quanto mais melhorarmos a nossa literacia emocional, mais facilmente estaremos aptos a desenvolver uma melhor imagem de nós próprios, a saber escutar, compreender e apreciar os outros, a formar relações afectivas fortes e estáveis, e a melhorar a qualidade humana das nossas sociedades. No centro deste processo deveriam estar as crianças e os adolescentes. E os seus elos mais importantes em todo o processo de crescimento emocional: os pais. É em casa, na família, que tudo começa. São os pais que podem e devem proporcionar aos filhos, relações emocionais seguras, estáveis, com um bom equilíbrio entre prazer e desprazer, bons e maus momentos, ajudando a que a leitura emocional do mundo que os rodeia seja a mais adequada.”
Pedro Strecht in Interiores

Hoje foi dia de consulta no dentista e fui munida de livro em mão! Que bela ideia tive eu, contrariamente ao que é habitual no consultório estive quase uma hora à espera de ser atendida e assim dei um belo avanço na leitura do livro que ontem requisitei! E continuo a gostar...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fui à biblioteca...

As minhas leituras nunca estão em dia e creio que nunca vão estar. Ando a ler "As irmãs Aguero" da escritora Cristina Garcia e embora ainda não tenha chegado a meio estou a gostar e com certeza não o vou abandonar até chegar à última página, ao último capítulo, à última palavra. E se de facto a história me continuar a envolver como está a fazer, vou fechar o livro com saudades. Acontece-me sempre que leio um bom livro: sentir o desejo de prolongar a história.

Apaixonada como sou por livros e leituras nunca tenho apenas um livro na mesinha de cabeceira, mas sim uma pilha deles e hoje na biblioteca resolvi requisitar mais um: Interiores de Pedro Strecht. Um livro sobre a vida emocional dos filhos que já andei a folhear e pelo pouco que vi conclui que a temática me interessa, não fosse eu mãe!

Li o prefácio, um pouco da introdução e resolvi partilhar a minha escolha com quem passa por aqui citando uma parte da introdução:

A criação


Criar é criar pessoas, é amar! Quer dizer que se adora!
Então cria-se e assim aparecem coisas.
(João Maria, 4 anos)

"Conhecer, amar ou outros, reconcilia-nos connosco próprios.
É bom estar fascinado pela beleza do mundo, que cor damos ao ar, que sabor tem a água, as pequenas coisas, todas as pessoas, o nome dos outros sobre nós inscrito. O encantamento mais profundo vive longe no canto secreto da vida, e é preciso descobri-lo lentamente, deixá-lo sair, transportá-lo ao colo, como aquilo que é frágil, tal e qual como um tesouro, pois todos os momentos quando bem vistos, têm tudo ou quase tudo, até mistério, do que podemos sentir para se sentir feliz.
Deixa-me sentar ao teu lado. Mesmo que não aconteça nada, isso é já muito, um começo. O gosto de acreditar no outro. É que há pedaços que só se colam assim, memórias que crescem então, conversas que se revelam súbitas, afinal inesperadas, como ramos de árvores, talvez. Sabes as noites que passamos em claro, depois de não saber que fazer aos dias? Têm iluminadas as estrelas, como reclames nas lojas das cidades, e todos veêm, mesmo quando não querem. Lembras-te ainda quando te ensinaram constelações? Era Verão, com toda a certeza, e perto de ti uma voz mais velha, segura, terna, plena de afecto, dizia «começa ali a Cassiopeia» que nessa altura ainda cabia toda na palma da mão.
«Mãe, pai, qual é o tamanho do mundo?»
«Se souberes onde está Vénus, a estrela que dizem de todo o amor, não te perderás nunca pela vida ou no entendimento do céu nocturno. Deixa brilhar a tua luz, e segue-a pelo caminho que te indicar.»

Este livro é sobre a vida. Sobre o que ela tem de mais pessoal, misteriosa e magnífica: a forma como cada um a vive no seu interior. Onde tudo começa e termina. E por isso, este livro é sobre o amor. O amor que une pais a filhos e filhos a pais, e todas as formas de amar possíveis. Sobre o nosso amor-próprio, mas sobretudo da capacidade de ter amor ao próximo. Porque sem isso, nada existe ou cresce bem. E com isso, tudo acontece, tudo se repara e multiplica. Ou pelo menos, o que do interior de cada um tem de mais poderoso, e que as crianças e adolescentes saudáveis tão bem expressam: o desejo de viver. E de todas as experiências de viver, as mais importantes da espécie humana são desde o primeiro momento do nascimento, a capacidade de sentir e de pensar. É sobre isso que fala este livro: de diferentes formas de viver a vida. Nenhuma igual. Todas tão comuns e, ao mesmo tempo, todas tão pessoais. Ainda bem, pois uma vida é o maior bem que vale a pena conhecer."

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Não falem comigo...





Quero ficar no meu casulo,
sozinha com os meus pensamentos, reflexões e devaneios.
Quero escutar o som do silêncio,
ouvir palavras não ditas,
sentir a essência da vida.

inspiro, expiro...
procuro paz num silêncio
que teima em não chegar!

Silêncio por favor!

(Hoje apetece-me dizer: não falem comigo! Silêncio por favor.
Estou impossível de aturar... sem paciência para ouvir e falar!)