sexta-feira, 15 de junho de 2018

"não queriam olhar e, no entanto, não podiam deixar de o fazer, silenciosos"

Eis a cena que me fez fechar os olhos na tentativa de a não ver:

"Qualquer um podia ver como o terror inundava os olhos do rapaz.
Então,  o oficial introduziu a ponta da lâmina naquela boca que teimava em permanecer fechada. Ao mesmo tempo que procurava não ferir Koller, que puxava com força para abrir a mandíbula, tentou cortar a língua, pondo-se na ponta dos pés, basculando o seu próprio peso sobre o joelho no estômago do pequeno, como um barbeiro a arrancar um molar. Mas não podia. Quase sem fôlego, o rapaz não deixava de se mexer, e escapava por instantes da prisão dos soldados. O sangue começou a esguichar abundantemente. Os seus uivos de dor encheram o bosque.
- Merda, segurai-o. Com mais força! - gritou o oficial.
- Estamos a tentar, senhor - disse Bawer -, mas o cabrãozinho não para quieto.
- Pois tanto pior para ele.
Levantou o punhal e deixou-o cair sobre o rosto assustado. Passou rente à mão de Koller, que se afastou mesmo a tempo. Um olhar de surpresa assomou aos olhos do soldado. Agravou-se com o terrível grito do rapaz, inumano. Já não tinha capacidade para emitir palavras, apenas sons abafados pelo gorgolejar do sangue que lhe entrava pela garganta e que, se não o socorressem, em breve inundaria os pulmões. O golpe, horrível, havia cortado rente os lábios do menino e ferido a língua e as gengivas. Algum dente caído revelava o branco por entre a erva e a lama. Ainda preso a um pedaço de carne viva, palpitava no solo como uma serpente decapitada. Os soldados não conseguiam afastar a vista do espetáculo sanguinário que se lhes apresentava. Não queriam olhar e, no entanto, não podia deixar de o fazer, silenciosos."

Excerto de A oficina dos livros proibidos de Eduardo Roca

Devia ter ficado de molho...

Ontem à noite o jantar foi dourada assada no forno! Até aí tudo bem, o que eu dispensava mesmo era o cheiro! Cheiro de peixe que se impregna no ar. Exaustor ligado, a noite toda com as janelas da casa abertas... e o cheiro a peixe continua lá.

E cá também. Parece que se arrastou atrás de mim. Deveria ter ficado de molho... em vez de tomar banho de chuveiro, deveria ter tomado banho de imersão e ficar lá dentro até estar bem enregelada!

Ou então o cheiro está na minha mente... impregnado.

Já disse que não gosto do cheiro a peixe ou já entenderam?

quinta-feira, 14 de junho de 2018

What is love?

Porque na vida nem tudo é cor-de-rosa! 
Hoje apeteceu-me ouvir esta música.

terça-feira, 12 de junho de 2018

A pensar nas férias... Bagagem!

Cada passageiro pode levar uma mala grande de mão com peso de até 10 kg e com dimensões máximas de 55 cm x 40 cm x 20 cm, mais um saco pequeno de até 35 x 20 x 20 cm.

Estou a dar voltas e voltas à cabeça para saber como enfiar roupas e acessórios para 11 dias em malas com estas dimensões. Está bem é x 4, mas nós também somos quatro.

Antes de viajarmos ainda vou ter que convencer os meus meninos que só podem levar 2 amigos (leia-se peluches pequenos) cada um!

Ah... e antes que me esqueça: a nossa bagagem tem de incluir indumentária para ir a um casamento!

Cheira-me que estou tramada... ou então vou ter de abrir (ainda mais) os cordões da bolsa!

terça-feira, 5 de junho de 2018

I can see clearly now...

Não trabalho num lugar onde habitualmente possa ouvir música, mas de vez em quando enquanto a sala não tem utilizadores aproveito a oportunidade para inundar a alma de ritmo! E que bem que faz. Ao corpo e à alma! E ainda por cima faz-me sentir mais produtiva!
Gosto desta música... gosto de reggae!

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Novo mês, novo livro...

A presença no blog tem sido pouco assídua... até me vão surgindo na mente temas para os posts, mas depois a oportunidade de os escrever não surge e quando finalmente tenho um tempinho já estou tão cansada, que a última coisa que quero é olhar novamente para ecrãs...

Os dias vão passando, uns melhores de que os outros... e os dias solarengos teimam em não aparecer! Até eu que sou adepta de chuva já estou fartinha de dias cinzentos. O mais que tudo continua em casa, doente, e ainda por diagnosticar e eu ando na lufa lufa diária para manter o barco à tona da água! Preciso urgentemente de férias... o que vale é que já as vislumbro ao longe! 

Para desanuviar de toda esta tensão aproveito para jardinar um pouco no jardim e na horta! E claro está não dispenso as minhas leituras.

Terminei de ler o Índice Médio de Felicidade de David Machado e devo dizer que gostei muito! 

A próxima leitura já estava determinada, mas à última da hora mudei de ideias. Fiz anos no dia 26 de Maio e um dos presentes que recebi foi o livro "A oficina dos livros proibidos" de Eduardo Roca e foi a esse que me agarrei... Ainda só li as primeiras 50 páginas e as primeiras impressões são óptimas! A narrativa está tão bem estruturada que as imagens se vão sucedendo sem qualquer esforço, de tal modo que logo no início, perante a brutalidade de uma cena até fechei os olhos, numa tentativa de não "a ver"!

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O eleito: Índice médio de felicidade de David Machado

Depois de alguma indecisão lá escolhi novo livro para ler! Quem me conhece bem sabe que não vou para lado algum sem um livro "a reboque"... se não o levar parece que vou semi-nua.
Li as primeiras páginas. Parei, hesitei... pensei será mesmo isto que vou ler?
Insisti e é caso para dizer "primeiro estranha-se, depois entranha-se".
Quando chegar ao fim farei o balanço final.

Entretanto no meio destas deambulações já peguei noutro livro que certamente vai ser o seguinte na minha lista de leituras: A vida peculiar de um carteiro solitário de Denis Thériault.

Boas leituras!

terça-feira, 22 de maio de 2018

Lido: O Homem de Giz de C. J. Tudor

Acabei ontem a Leitura de "O homem de giz". Uma história com um bom enredo, suspense q.b. e reflexões cruas sobre a vida. Para rematar um final surpreendente. Gostei muito e só espero que a próxima escolha seja tão boa quanto esta foi.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Ensinamentos

Por estes dias temos tido uma ajuda diferente. Um amigo Indiano do meu pai, monge e médico ayurdico, de passagem por Portugal, ofereceu-se para nos ajudar a encontrar caminhos para que possamos aos poucos ir de encontro à harmonia.

Conhecemo-lo na Terça-feira, e passados 10 minutos já tinha feito o seu diagnóstico sobre nós e os nossos filhos (e leu nos tão bem). Espantoso como com alguém que tínhamos acabado de conhecer conseguimos falar sem barreiras, segredos e limitações... e o impacto positivo que tal tem no espírito e na mente.

Depois do primeiro encontro a 3, mais que tudo passou algum tempo com ele sozinho e hoje foi a minha vez de um tete-a-tete. A imagem acima ilustra a principal mensagem que me transmitiu. E a importância de a pôr em prática...

Foi sem dúvida muito proveitoso este contacto e é pena que só tenha sido possível durante 3 dias.

segunda-feira, 14 de maio de 2018