quarta-feira, 4 de setembro de 2013

É assim que tento que seja

Todos os dias disponibilizo-me durante algum tempo a 100% 
para brincar com Dom Pimpolho.
Só eu, ele e muita brincadeira!

Hoje não me aguentei...

Dom Pimpolho chorou o percurso todo de casa à escola. Ao entregá-lo na escola agarrou-se com tal força a mim que foi difícil arrancarem-me dos braços. E eu depois de o ver ser levado para a sala não consegui conter as lágrimas. 

Nunca imaginei que isto fosse tão difícil!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Update... sobre a adaptação de Dom Pimpolho

Porque é que eu telefono para a "escola" para saber do meu filho?
Porque me preocupo com ele, porque gostaria de ouvir dizer que ele está feliz e contente!

Não adianta de nada pois esteja ele de lágrima no canto do olho ou entretido e divertido a brincar com os coleguinhas... não tenho outro alternativa senão deixá-lo lá.

Telefonei à hora do almoço e de acordo com a educadora hoje demorou muito mais tempo a sossegar! E de cada vez que se lembra de onde está lá vem novamente a lágrima! Está ansioso e à custa da ansiedade até já vomitou... já ontem ao final do dia o tinha feito!

Oficialmente as aulas no jardim-de-infância apenas começam no dia 12, e se eu pudesse ou tivesse família próxima a quem o pudesse deixar até lá, ele só iniciaria as "obrigações" escolares nesse dia. Infelizmente não dá, tal como não dará para o manter em casa todos os dias das férias de Natal e da Páscoa... as minhas férias não esticam, mas sempre que as tenho Dom Pimpolho fica comigo.

Estico sempre a hora de o levar e a primeira coisa que faço quando saio do trabalho é ir buscar o miúdo. Não gosto desta organização, não gosto da ideia de ele ter que ficar 5 dias por semana, 9 horas por dia fora e sem os pais... mas são as exigências da nossa sociedade, cada vez maiores, cada vez com menos espaço para a família!

Se eu pudesse, sim, se pudesse deixaria de trabalhar ou faria trabalho a partir de casa... mas as coisas não são simples assim e nesta altura do campeonato devo considerar-me uma felizarda por ter trabalho e um ordenado no fim do mês.

Mas o ideal seria ter todo o tempo para a família. Poder dedicar-me ao meu filho e acompanhá-lo mais de perto. Vou sonhando e no dia-a-dia dou o melhor de mim...

Coração apertado...

O segundo dia de ir para a escola conseguiu ser ainda pior de que o primeiro! Ontem Dom Pimpolho chorou e esperneou apenas quando já estávamos no edifício da escola, mas hoje foi a lastimar-se em todo o trajecto e quando lá chegamos foi o descalabro... chorava, gritava, esperneava, agarrava-se com cada vez mais força a mim, até que uma funcionária o levou. Ali fiquei um pouco, sem que ele me visse, para ver se de facto acalmava... a intensidade do choro diminuiu um pouco e eu vim embora com o meu coração apertadinho.

Quando fui buscar Dom Pimpolho ontem à tarde estava encostadinho ao ombro de uma funcionária e mal me viu veio a correr para os meus braços. A primeira coisa que me disse foi: - Amanhã eu não vai ir à escola!

E a última coisa que disse antes de adormecer foi exactamente a mesma... Custa muito e sei que até ele estar devidamente readaptado ainda vai levar alguns dias! Mas, infelizmente alternativas não há!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Dois médicos, um diagnóstico!

Depois de algum tempo à espera de consulta, finalmente Sábado tive a minha primeira consulta de homeopatia.

Há cerca de mês e meio já tinha tido "consulta" com um médico formado em medicina chinesa! Estava de férias na aldeia onde vivem os meus pais, e como o homem é amigo de longa data da família ofereceu-me a consulta e uma sessão de acupunctura. Eu que sou uma medricas no que a agulhas diz respeito aguentei-me estoicamente e quase nem senti as picadas. Perdi a conta à quantidade de agulhas espetadas pelo meu corpo, mas tenho a certeza que eram mais de que uma dúzia. O tratamento não me resolveu o problema do pescoço (até porque em geral só se sentem efeitos depois de várias sessões), mas resolveu o problema de funcionamento de intestinos... o que já foi óptimo.

Ora desde meados de Junho que esta horrível dor me acompanha, uns dias mais intensa, outros menos, mas está lá sempre e há dias em que é tão mau que nem sequer consigo virar a cabeça. São dores que afectam a qualidade da minha vida em todos os aspectos e nem sequer depois de repouso me largam.

Expus o problema ao médico de família, mas não fiquei satisfeita com a resposta e tratamento deste, daí ter procurado alternativas.

O médico de medicina chinesa quando me consultou disse-me que o mais certo era as minhas dores estarem relacionadas com tensão e stress. Aconselhou-me a abrandar o ritmo e a dedicar-me mais a mim mesma.

No Sábado, depois de quase uma hora e meia de conversa a Homeopata conclui o mesmo: que eu preciso de acalmar, ser menos exigente comigo mesma e de resolver alguns problemas emocionais! 

Ou seja "mente sã, corpo são".

Ela receitou-me alguma medicação homeopática, exercícios físicos específicos e gostar de mim mesma... 

Depois de férias já aqui tinha escrito de que iria abrandar o ritmo, mas duas semanas depois já cheguei à conclusão que ainda não abrandei nadinha! Vou ter que me esforçar mais e aprender a relaxar, a saber estar sem nada fazer... não será fácil, mas vou ter que conseguir mudar alguma coisa... antes que seja tarde demais e eu "quebre" de vez!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Mudanças...

As minhas férias já lá vão há muito e as de Dom Pimpolho estão a terminar! Apesar das aulas no Jardim-de-infância só começarem no dia 12, a partir de Segunda-feira o rapaz vai para o ATL. Durante as 2 semanas que se passaram ficou com os avós, mas para além de ser desgastante ter de fazer logo pela manhã 55 kms e outros tantos no fim do dia, acho que está na hora de ele lentamente voltar às rotinas... rotinas que vão mudar e que me começam a deixar um tanto ou quanto ansiosa.

A maior alteração, para além da escola nova, é a supressão da sesta! Eu deveria ter começado a cortar-lha este mês, mas não tive coragem! Ele é madrugador, acorda todos os dias por volta das 6.30 da manhã e por isso à tarde dorme em média 3 horas!  Vou portanto ter que me preparar para eventuais birras ao fim da tarde quando o for buscar... e espero que com o fim da sesta ele comece a dormir um pouco mais à noite!

Já o preparei mentalmente para o início das aulas! E ele ora responde entusiasticamente que quer ir, ora responde não com cara de amuo! Vamos a ver como corre...

Vai conviver com muito mais crianças e de idades mais variadas do que até agora e vai deixar de estar num meio tão protegido como era a creche. Isso não é muito preocupante, porque apesar de em meios novos ser inicialmente tímido ele é bastante sociável. 

Mas... sim ainda existe outra preocupação: a alimentação! Apesar de Dom Pimpolho ser perfeitamente capaz de comer sozinho é molengão e por vezes preguiçoso, confesso que a maior parte das vezes acabo por ser eu a meter-lhe a comida na boca! Na escola não vai haver esta atenção personalizada e já o estou a ver a chegar a casa no fim do dia completamente esfomeado!

Agora é aproveitar bem estes últimos dias e na próxima semana logo se vê como vai decorrer a adaptação! Quer corra bem, ou menos bem vou dando notícias.

E obviamente nesta altura do campeonato não devo ser a única mãe com este tipo de preocupações!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Desabafo...

Não, não fui apanhada de surpresa mas “estou passada”, para além de ver o meu ordenado a baixar ano após ano, agora ainda vou ter de trabalhar mais horas exactamente pelo mesmo dinheiro… ou seja embora camuflado cá está mais um corte salarial. E não, não é a parte monetária que mais me irrita, mas sim os falsos pressupostos que estão por detrás desta medida e acima de tudo a redução da minha qualidade de vida no que à esfera privada diz respeito.

Ao ter que trabalhar 8 horas por dia (já o fiz no passado e trabalhei muitas vezes bem mais de que 8 horas, sei também que grande parte das pessoas trabalha este número de horas), vou estar fora de casa cerca de 10 horas (8 a trabalhar, 1 hora para almoçar e 1 hora para as deslocações). Considerando que tenho de dormir entre 7 a 8 horas por noite para me manter funcional, sobram 6 horas, das quais cerca de metade serão gastas em tarefas domésticas e afins e sobram 3 horas para a família!

Preocupa-me esta questão, preocupa-me porque queria ter outra disponibilidade para educar o meu filho, para o acompanhar nos estudos, para brincar com ele, para conversar com ele. E chego-me a questionar como é possível levar a tarefa a bom porto nestas condições?

Estou revoltada!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Grandes verdades...

Concordo! E vocês?

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Coça, coça, pica, pica


Hoje de manhã fui informada pela minha maninha de que as queridas sobrinhas estavam com piolhos! Nada de outro mundo e felizmente tem solução. Parece que o Verão é mais propício ao aparecimento destes malvados bichinhos porque eles gostam de humidade conjugada com calor!

Mesmo assim preferia vê-los à distância e nem sequer ouvir falar deles. Pois isso bastou-me para ficar com uma comichão danada e a ideia de sentir patinhas a passear por entre os meus fios de cabelo! Certamente vou pôr o meu mais de que tudo a investigar e já lhe pedi para passar na farmácia para comprar o shampoo milagroso!

Quanto à cabeça de Dom Pimpolho até agora continua limpa, limpinha e espero que assim continue. A tia ainda colocou a hipótese de eu o levar aos avós, mas na minha opinião a esta hora do campeonato já pouco ou nada resolvia, pois ainda ontem passou o dia inteirinho na companhia das primas! Para além disso como mãe cuidadosa que é, já iniciou o tratamento a todos os membros do lar, lavou roupas de cama e de banho e limpou a casa de uma ponta à outra!

Agora é esperar que a bicheza desapareça de vez, e não baixar armas nos próximos dias!


Tentativa número 2!

Depois de uma semana, consegui convencer Dom Pimpolho a ir passar o dia em casa da tia! Logo pela manhã levei-o de armas e bagagens para lá! E ele ficou todo satisfeito a brincar com a prima mais nova. A ideia é também passar lá a noite... e como não gosto de o apanhar de surpresa fui lhe dizendo que era para ficar a dormir em casa da tia. A resposta foi invariavelmente: - não! Eu hoje à noite vou para casa...

À despedida, disse-lhe até amanhã... mas não estou muito confiante! A ver vamos como corre. Se fica ou se o terei de o resgatar no fim do dia!