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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Dreams and memories

 
Que Agosto seja um mês povoado de muitos sonhos bons, dias cheios de riso e alegrias... e que salpique a nossa memória de boas recordações.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Tomorrow...

"... like all of them, the millions of people she has not met and the few se has - she, too, will face a new day tomorrow.
Tomorrow. The word hangs in the air for a moment, both a promise and a threat. Then it floats away like a paper boat, taken from her by the water licking her ankles."

Thrity Umrigar in The space between us

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Noite atribulada

Hoje o dia vai ser difícil para mim! Fui para a cama já era quase meia-noite, apaguei logo a luz mas a custo do estudo não conseguia deixar de pensar nas matérias... o meu pensamento saltitava entre as 5 disciplinas em que me inscrevi e por mais que tentasse parar com aquilo não havia meio.

Quando finalmente estava a resvalar para o reino do sonho e do sono, Dom Pimpolho começou a chorar! Levantei-me fui sossegá-lo e regressei à cama. Repete-se tudo de novo e mais uma vez quando o cansaço me estava a vencer, nova viagem até ao quarto do cachopo. Sai de lá as 3.45 da manhã... eram 4.30 ainda estava acordada e Dom Pimpolho voltou à agitação. Tive que recrutar o pai... caso contrário acho que esta manhã nem me teria levantado!

Oh vida dura... agora esperam-me 8 horas de trabalho e que sacrifício vai ser!

Felizmente, amanhã tenho o dia de férias!!!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Últimas frases: sonho ou realidade


"- Acho que devemos estar gratos ao destino por termos saído ilesos dessas aventuras - tanto as reais como as que sonhámos.
- Tens a certeza disso? - interrogou ele.
- Dim, como também tenho a certeza que não é a realidade de uma única noite, nem a de toda uma vida que corresponde à verdade intrínseca de um ser humano.
- Nem sonho algum - suspirou ele calmamente - é inteiramente sonho.
Albertine segurou-lhe a cabeça com ambas as mãos e encostou-a ao seu seio.
- Agora estamos plenamente acordados - observou ela - por muito tempo.
«Para sempre» quis ele acrescentar. Mas antes que articulasse uma palavra, ela colocou-lhe um dedo sobre os lábios e murmurou como que para si própria:
- Nunca se deve averiguar o futuro.
E assim ficaram deitados, em silêncio, dormitando aos poucos, num sono despovoado de sonhos, juntos um do outro. Até que, como todas as manhãs, às sete horas, se fez ouvir uma batida na porta do quarto e, com os habituais ruídos vindos da rua, um triunfante raio de sol deslizando entre as cortinas e a gargalhada alegre de uma criança no quarto ao lado, outro dia começou."

Arthur Schnitzler in A história de um sonho

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Um poema sobre a vida


Hoje andei a vasculhar o meu baú de memórias e reencontrei-me com um poema com que me cruzei pela primeira vez há vários anos atrás. O poema é de Alice Ogando (1900-1981), tradutora e autora de diversos originais, bem como de adaptações de peças de teatro.

O poema chama-se Pesadelo, e foi publicado na revista Modas e Bordados, mas poderia igualmente chamar-se Sonho, tudo depende da forma como o lemos e sentimos.

"Arranquem-se as correntes que me prendem!
Derrubem as muralhas que me cercam!
O sol anda lá fora,
a rir, a soluçar,
a amar e a sofrer
talvez, mas a viver.

Eu não quero morrer aqui metida,
banhada no silêncio frio da escuridão.
Nasci ave liberta…
quero voar,
quebrar as asas, adejar no espaço
e cair finalmente,
heroicamente,
de vez, aniquilada, fulminada.
E nunca de asas feridas, inúteis,
padecentes.

Mas antes, pairar alto
lá longe, onde voam as águias,
além, em plena altura!
Olhos postos no sol que me alumia,
nesse bondoso irmão que assim me beija
e que não me deseja
o corpo que banhou da luz mais pura.

Mas antes quero beber avidamente
a luz argêntea do luar,
deixar-me abençoar
pelo orvalho brando da manhã,
minha serena irmã
de olhos de cinza.

Mas antes quero beber a água cristalina
que cai da nuvem densa,
nuvem pesada, imensa,
que me parecia um gigante
quando eu era menina
e já sabia sonhar, fantasiar,
porque afinal,
sou hoje como era dantes. (…)"

Este é apenas o início do poema, que a partir daqui prossegue amargurando-se cada vez mais. Transcrevi apenas a parte de que gostei, para me amargurar e entristecer bastam-me as desgraças e tristezas que nos rodeiam diariamente.

Já aprendi que não vale a pena viver amargurada… a vida são dois dias e é melhor encará-los com um sorriso, nem que seja apenas um triste e ténue sorriso, de que com uma lágrima a escorrer pelo rosto.