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quinta-feira, 12 de março de 2020

Duas palavrinhas sobre a actual Pandemia

É impossível não pensar e não nos deixarmos afectar pela situação provocada a nível mundial pelo Covid 19... e embora muito tenha reflectido sobre o assunto não me vou alongar.

Apenas duas ideias:
  • Portugal resolveu enfrentar o problema com medidas avulsas, como sempre.
e
  • Os portugueses continuam a agir como se este mal apenas atingisse os outros.

Receio que, quando abrirem os olhos e tiverem a coragem de tomar medidas sem pôr os interesses económicos em primeiro lugar, o pandemónio já estará instalado.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Privação de sono é tortura

Há quanto tempo desejo poder dormir uma noite inteira sem interrupções? Há tanto tempo que já parece uma miragem.

Esta semana não tem sido fácil, correrias o dia inteiro, actividades aqui e ali, testes de avaliação ao virar da esquina, reuniões e noites tremendamente mal dormidas.

Hoje foi a gota de água... depois das 4 da manhã não preguei mais olho... comecei por calmamente explicar ao pequeno que tinha de dormir, que tinha de ficar na cama dele, que não precisa de pedir autorização cada vez que quer fazer xi-xi... que tinha de dormir... até que descambei! Passei a ameaçar isto e aquilo e claro está de seguida fui assolada por um tremendo sentimento de culpa... porque não deveria descontrolar-me.

Mas é isto e não dá para voltar atrás! A privação de sono é tramada e faz nos vestir vestes que não sentimos como nossas...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Mentes pequenas....

Às vezes ainda consigo ser surpreendida pela negativa pela atitude de algumas pessoas. Em geral são coisas que me passam ao lado e que não deixo que me toquem. Outras fico a matutar. Hoje foi o caso.

Entrou um casal na secção onde trabalho, e para além de estarem constantemente a discutir entre si num tom de voz bastante alto a dada altura resolveram falar de mim.

Eu só ouvi ele a dizer: Será que não havia nenhum bibliotecário português. Tinham que por aqui uma estrangeira?

Não pude reagir, obviamente, fingi que nada ouvi. Mas custa-me saber que ainda há pessoas com mentes tão fechadas e tacanhas. Talvez se o dissessem na rua, os teria questionado sobre a quantidade de portugueses que trabalham no estrangeiro. 

Trabalho aqui há 19 anos, vivo no país há mais de 35. Nos tempos de escola tive que engolir muitos comentários desta natureza, e no trabalho foi a segunda vez que tive que ouvir um comentário xenófobo. Não gostei, mas sigo em frente, consciente que ocupo o lugar que ocupo por mérito próprio.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Água que corre...

Mudei de casa há quase 4 meses! Vivo a menos de 200 metros de um rio! No percurso para a escola dos meus filhos diariamente observo o leito. Há 2 dias atrás continuava baixo, quase como nos meses de verão. Finalmente o leito subiu e quase chega ás margens.

Do meu alpendre escuto o marulhar da água a correr! Quase respiro de alívio... É preciso que a chuva continue a cair.

Não consigo não sentir irritação perante aqueles que depois de dois dias de chuva já a amaldicoam. Querem o sol. Que só chova a noite. Que não chova amanhã ou depois, ou depois.

Até ao dia em que a água deixe de cair nas suas torneiras, as pessoas não vão dar real valor a este precioso bem.

Ele não é um dado adquirido, embora pareça.

Por mim que chova, chova muito mais.

Antes isso de que as ameaças subsequentes a seca!

A primavera e o verão em breve chegarão! Até lá que a chuva seja bondosa.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Leis do mercado

A indústria farmacêutica, como o nome indica, é uma indústria.
Para produzir tem de vender,
Para isso precisa de procura, ou seja consumidores...
Que somos todos nós...
E estou cada vez mais crente que se "fábrica" muito doente para manter a engrenagem a funcionar... Lucro, lucro, lucro...
Á custa de quem? ...

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sometimes I Guess...

I'm a bitch! Uma bruxa malvada!

De há uns meses para cá tenho uma nova colega... e para meu mal sou eu que tenho de coordenar o seu trabalho. 

Esta semana adoeceu... hoje regressou e foi falar com a chefe que não se sentia em condições e não se aguentava em pé. A chefe pediu-me que lhe desse trabalho que ela pudesse realizar sentada.

Aparentemente o que deu cabo da senhora foi andar a arrumar livros nas estantes durante duas semanas a fio!!! Ou seja I'm a bitch... abusei dela.... pois trabalho de secretaria é que é bom!

(Nota: isto é apenas um desabafo! E é no blog que ele cabe bem, já que não escrevo em diários desde a minha adolescência!)

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Espelho meu, espelho meu...

Espelho meu, espelho meu... quem tem mais frio de que eu???

É a mesma saga de sempre. No Verão aqui no trabalho sofremos com o calor, no Inverno (e outono) sofremos com o frio!

Tenho os dedos dos pés, das mãos e a ponta do nariz como se fossem blocos de gelo. E isto para não falar do cérebro. Nem o termo-ventilador aos meus pés me safa.

P.s. O aquecimento avariou no final do inverno anterior, e como não se conseguiu arranjar atempadamente aguardou-se para pedir o arranjo para este inverno. Com um bocadinho de sorte lá para a primavera está arranjado... e entretanto nós funcionários estaremos todos de baixa por afectação do sistema respiratório!!!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Do que vale?

Ando arreliada, incomodada, irritada... com este verão que nunca mais acaba, com estes incêndios que não parecem ter fim e com as atitudes irresponsáveis dos outros.

Não adianta de nada eu sei. Não vale de nada... mas não consigo deixar de ser assim!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Maio...

As estações do ano têm andado todas baralhadas. Um dia parece que estamos no Verão, o dia seguinte no Inverno e outros (raros) na Primavera.
Já desisti de tentar separar as roupas por estação. Com esta mistura de estações não há como manter os guarda-roupa organizados!

terça-feira, 21 de março de 2017

Devastador

O efeito que uma"viagem" pelo feed de notícias do Facebook tem sobre mim é demasiadas vezes devastador!

Tantos posts põem a "nu" a crueldade, a maldade e a insensibilidade humana que chego a sentir-me doente.

Não é querer fugir da realidade, é simplesmente achar que a realidade é demasiado cruel.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Sobrevivi

Ontem foi dia de consulta de rotina. Não de apenas um dos miúdos, mas dos dois!
Onde é que eu estava com a cabeça quando aceitei marcar os dois para o mesmo dia?
O mais pequeno estava com a energia ao máximo!
O maior só se ria com as diatribes do menor!
E eu... só desejava que a médica nos atendesse rapidamente.
Depois de duas horas de espera finalmente fomos chamados, e as palhaçadas continuaram no auge no consultório!
Quando saímos tive que inspirar e expirar várias vezes para recuperar um pouco da minha serenidade.
Sobrevivi... mas fiquei literalmente à beira de um colapso de nervos.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O que deve saber uma criança de 4 anos...

Vivo com a sensação de não me dedicar tempo suficiente ao meu filho, revoltada por no fim do dia de trabalho ter que chegar a casa e lançar-me para a cozinha. Enquanto corto, pico e ralo, vou respondendo às questões e olhando para as brincadeiras de Dom Pimpolho... uma atenção dividida entre tarefas. Jantar pronto e vamos todos para a mesa... repito 100 vezes come, enche a colher... entre o jantar e a hora de deitar medeiam cerca de 40 minutos... 40 minutos em que largo tudo para apenas me dedicar ao rapaz. 40 minutos que sabem a muito pouco e que me deixam com a sensação de não ter cumprido o meu dever.
De nada vale atormentar-me diariamente com esta questão. As coisas são como são, preciso de trabalhar. Trabalhava 35 horas semanais e obrigaram-me a trabalhar 40, pedi jornada contínua e foi me recusada, e cada vez mais vejo os meus direitos enquanto trabalhador a encolher, a mirrar... e o espaço familiar acompanha essa tendência.
Queria estar presente, presente no crescimento e nas descobertas do meu filho. Ajudá-lo a explorar, a descobrir, a crescer e a aprender.
Sou obrigada a delegar essas tarefas no Jardim de Infância, onde imperam as metas de aprendizagem e a verdadeira infância é relegada para segundo plano, cruelmente encurtada.
Queria que o meu filho tivesse todo o tempo do mundo para ser simplesmente criança e fazer tudo o que uma criança tem direito de fazer...

Nota: sobre isto vale a pena ler "o que deve saber uma criança de 4 anos"

terça-feira, 1 de abril de 2014

Terrivelmente cansada...

Terrivelmente cansada, é assim que me sinto!
Correr, correr, correr, sem sair do lugar e sem nunca ter tudo no lugar.

Mas o que me anda a cansar ainda mais são as pessoas, mais em específico as pessoas com quem trabalho diariamente. Há 14 anos que trabalho no mesmo local, e de ano para ano parece que o ambiente interpessoal se degrada mais...

Cada um trabalho no seu campo. Cada um se preocupa apenas com as suas tarefas. Vive-se um ambiente de intriga e mesquinhice, de falsidade.

Tento deixar que tudo isto me passe ao lado. Tento não me envolver, escutar daqui e dali, anuindo aqui e acolá... detesto conflitos e disputas! Entristece me este ambiente em que em vez de trabalharmos em equipa, com espírito de cooperação e entreajuda... estejamos num ambiente que chega a cansar.

Afinal de contas e mesmo que não nos agrade... o trabalho é quase a nossa segunda casa! E seria tão melhor se houvesse harmonia!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Porque as relações não são só rosas...

Depois de oito dias de amuo mútuo, já não me recordo do que levou ao desentendimento!
Ah... uhm...!!!

E agora?
(só me lembro que não fui eu quem começou!)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

De volta ao trabalho...

Hoje considerei que Dom Pimpolho já estava apto para regressar ao Jardim de Infância e eu ao trabalho! Só quem é mãe sabe o quão cansativo se torna cuidar de uma criança doente e não ceder às pressões que estes acabam por fazer aproveitando-se da situação...

Felizmente já passou, porque se isto fosse mais duradouro não sei, não! Estes miúdos sabem bem como explorar as nossas fraquezas.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Estampado no rosto...

No meu rosto está estampado o cansaço. Toda a gente o vê e o comenta.
E eu sinto-o como um fardo carregado, que não posso simplesmente largar a um canto e esquecer!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

40 horas de trabalho não é igual a mais produtividade

O alargamento do horário de trabalho está-me atravessado na garganta. Por mais que tente, que beba água, que reflicta, que ouça opiniões alheias, não o consigo engolir.

É um retrocesso nos nossos direitos! É uma redução de vencimento encapuzada. É uma farsa.

E justificar que é para nos aproximar do sector privado ou para aumentar a produtividade é pura demagogia.

O problema da falta de produtividade do nosso país não se resolve assim, criando desmotivação, não dando nada em troca, retirando espaço para uma vida familiar feliz.

Tentou-se (falo em relação ao meu serviço) implementar o SIADAP. Estabelecer metas e objectivos específicos. No pouco tempo que por aqui vigorou surtiu efeitos: todos nós produzimos mais e melhor. Mas parece que este sistema foi enfiado na gaveta…

Vamos pois ter que trabalhar 40 horas semanais, 8 horas diárias. O que significa estar 10 horas por dia fora de casa. Em casa sobra apenas tempo para a correr tratar das refeições e dos banhos, e depois dormir para repor energias para no dia seguinte voltar a produzir, ou talvez não.

E os nossos filhos? Onde ficam no meio disto tudo: 10 horas por dia “institucionalizados”, entregues a terceiros. Quais são os pais que podem ser responsabilizados pela sua boa formação se quase não há tempo para a dar? O que são afinal os pais: máquinas reprodutoras? Que incentivo existe para contribuir para o aumento da taxa de natalidade deste país? Cá por mim se queremos ter filhos, queremos passar tempo com eles, poder educá-los, poder estar presentes, acompanhá-los de perto. Não apenas alimentá-los, higienizá-los e enfiá-los na cama.

Estou revoltada, e cada vez mais desmotivada. Revolta-me ver que muitas, muitas pessoas aceitam esta medida sem questionar, defendendo-a veemente como se fosse a solução para a resolução dos males do nosso país. Entrega-se de mão beijada direitos pelos quais lutamos a vida inteira.

Em muitos países ricos e desenvolvidos o horário de trabalho é de 35 ou 37 horas por semana. Empresas de sucesso aplicam-no. Oferecem regalias aos seus funcionários. E eles produzem, e eles vingam. Qual é então a diferença? Como é que eles conseguem e nós não?

Se houvesse uma boa coordenação, motivação, organização e objectivos traçados, por cá em 35 horas conseguiríamos fazer muito mais do que se faz agora. Muito mais de que nas 40 horas que vamos ser obrigados a trabalhar.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Recado ao vento!

Não me custa sair da cama de manhã e costumo iniciar o dia com boa disposição. Isto não quer dizer que as manhãs no nosso lar sejam fáceis!
O Homem lá de casa tem mau acordar e a maior parte das vezes durante os primeiros 30 a 40 minutos do dia torna-se quase "intragável".
Às vezes tento ignorar, outras é impossível fazê-lo.

E que tal começar o dia com um sorriso e alguma alegria???