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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

terça-feira, 21 de maio de 2019

Desafiante e muito desgastante...

O meu filho mais novo tem 4 anos, e sem muitas hesitações digo que estes estão a ser os anos mais desafiantes da minha vida. A coisa agravou-se com a entrada dele para o Jardim de Infância e por muito que toda a gente que me rodeia diga constantemente "é uma fase", custa-me a acreditar. Pois a fase já dura há muito tempo.

O rapaz tem uma personalidade extremamente vincada e basicamente só faz o que ele quer. Eu e o pai já conversamos muito sobre o assunto, já mudamos estratégias, já falamos com ele, já castigamos, mas nada parece surtir grandes efeitos. 

Lembro-me que no ano passado por esta altura eu andava preocupada com a professora que lhe iria calhar. Tinha receio que ficasse na sala em que acabou por ficar por a professora ser muito rígida. Mas nem ela consegue fazer com que ele colabore e frequentemente falamos sobre que estratégias utilizar para o orientar no sentido de cumprir com as tarefas que lhe são sugeridas. Ela também já reprimiu, já castigou e já se apercebeu do olhar de gozo que ele usa em todas estas circunstâncias.

Hoje mais uma vez a professora voltou-me a abordar. Conversamos e ficamos as duas a olhar de forma impotente uma para a outra, decidindo que vamos "esperar" que depois das férias do verão as atitudes do rapazinho melhorem... quem me dera. 

É que lidar com este miúdo é desafiante, mas também muito desgastante!

quinta-feira, 7 de março de 2019

Dons que não tenho: trabalhos manuais

Como qualquer mãe com filhos em idade escolar, de vez em quando recebo em casa solicitações para fazer trabalhos manuais em família. Já não bastava ser no Natal, na festa de final de ano ou no Carnaval, agora lembraram-se também da Páscoa. Temos até dia 25 deste mês para fazer um chapéu alusivo à Páscoa para um concurso. Valha-nos a Internet para buscar inspiração. Contudo fiz asneira, pesquisei, fui guardando umas imagens e mostrei ao filhote. Resultado: escolheu o chapéu mais complicado e elaborado para fazer! (Lembrete para trabalhos futuros: apenas mostrar ideias simples!)

Eu bem me empenho e esforço, mas quando finalmente o trabalho chega à escola e aparece exposto no meio de inúmeros outros, parece que fica logo ofuscado. Ou as outras famílias são muito dotadas nestas artes, ou sou eu que sou mesmo um zero à esquerda.

Vamos lá pôr mãos à obra e ver se é desta que nos safamos!

segunda-feira, 30 de julho de 2018

De esfregona na mão...

O mais novo já desfraldou há largos meses atrás e apesar de bem mais tarde de que o irmão, a coisa não correu mal e poucas vezes foi necessário recorrer à esfregona.

Porém o mais novo gosta de nos desafiar e testar (apetece-me por as coisas por outras palavras... mas tendo em atenção o que dizem os entendidos no assunto vou proferir-las apenas mentalmente! Lol]). 

De há uns dias para cá o rapaz apanhou a mania de se despir... o problema é que quando se apanha com a "piloca" ao leu dá-lhe para fazer disparates! 

Da primeira vez abriu a máquina de lavar e perguntou se podia fazer xixi lá dentro. Consegui evitá-lo.

Pouco depois resolveu fazer xixi no bidé. Cheguei tarde demais, mas lá levou a reprimenda.

Quando eu estava a preparar o jantar, olhei para a sala e.... lá estava ele de pé no sofá a fazer xixi nas almofadas do sofá! Eu que não sou de levantar a mão e que sempre defendi que é com palavras que se resolvem os assuntos, assentei-lhe uma palmada, que aparentemente apenas em mim surtiu efeito. Pois ele seguiu contente e radiante com a vida com um largo sorriso no rosto. 

Expliquei-lhe que aquilo não se fazia e que apenas podia fazer xixi na sanita e durante 10 minutos coloquei-o de castigo. Antes de o retirar repetimos a lição: Então onde é que se faz xixi? Na sanita. E onde é que tu vais fazer xixi? Na sanita.

Mas de pouco ou nada valeu... pois no dia seguinte repetiu a dose: xixi no sofá, xixi no tapete, xixi na varanda. Espero que tenha sido uma palhaçada passageira... pois caso contrário sua excelência vai ter muitos castigos e reprimendas pela frente.

(e eu vou ter que fazer um retiro zen para não ficar com os cabelos em pé!)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

"Nem sequer parece primo do outro"

As idas ao cabeleireiro com o meu filho mais novo têm sido um verdadeiro pesadelo. Até ontem nunca tínhamos conseguido um corte de cabelo completo e inclusive houve uma vez que paguei por terem tentado durante 30 minutos cortar o cabelo sem sucesso. 

Da penúltima vez levei o pai a reboque... para que ele soubesse o que eu passo cada vez que acho que o rapaz precisa de um corte! Ficou incrédulo... estávamos os dois a segurar a criança e ainda assim a tarefa não foi fácil. Já me sentia tentada a comprar um colete de forças para estas ocasiões.

O cabelo do rapaz ainda por cima cresce rápido e ontem lá o levei ao salão. Para meu espanto e para o da cabeleireira em 15 minutos o assunto ficou resolvido. Ela até disse "este nem sequer parece primo do outro." Pela primeira vez, em quase 3 anos, o rapaz tem o cabelo aprumadinho!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Resoluções para o Ano Novo

Esta coisa das resoluções de Ano Novo comigo em geral não funciona... ou pelo menos não funciona durante muito tempo. Por isso este ano deixei-me de grandes ambições. Apenas desejo o habitual paz, felicidade, amor e saúde.

É no item da saúde que mais me vou aplicar, pois nesse aspecto 2017 foi um ano duro para mim. Dormir pouco, comer aceleradamente, e comer pouca fruta teve o seu impacto. 

Assim sendo a grande resolução é comer fruta! Todos os dias! Várias vezes por dia!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ensinamentos

Sexta-feira foi dia de aprendizagem. Fui a um encontro na área dos arquivos e como não podia deixar de ser há sempre algo novo para aprender ou recordar.

E há coisas que, embora ditas em determinado contexto, são transversais a todas os aspectos da vida.

A frase que retive deste encontro foi:

"Há que eliminar para bem conservar."

Claro está em casa fiz questão de dizer isto ao meu companheiro, pois não tem sido nada fácil manter a casa organizada e sobretudo não acumular tralha sem qualquer utilidade. Os meus "homens" são avessos a deitar coisas fora... e por mais que eu diga que o espaço não cresce, que assim é impossível manter as coisas organizadas e arrumadas tenho uma luta inglória. É que são 3 contra um!!!

A próxima vez que tirar um dia para destralhar mando-os ir passear. É que da última vez que o fiz, metade das coisas que eu ia eliminar foram repescadas dos sacos por suas excelências...

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Desafios da maternidade: alimentação

Felizmente os meus filhos sempre comeram bastante bem e nunca tive grandes preocupações no que a hábitos alimentares diz respeito.

Mas... e há sempre um mas na história... o meu mais pequeno tem-me colocado vários desafios em vários campos. Tudo o que com o mais velho tinha sido fácil, com este tem sido um pouquito mais complicado.

A questão que ultimamente me tem vindo a preocupar prende-se com a alimentação ou neste caso a não alimentação na creche. Nunca foi de comer muito lá... mas de há uns dois meses para cá não come nada. Precisamente: NADA!

A comida é semelhante à de casa e os horários também não divergem assim tanto! As funcionárias já tentaram de tudo: dar-lhe a comida à boca, deixá-lo comer pela própria mão. Dar-lhe brinquedos, livros e até já o chegaram a deixar brincar com um telemóvel. Nada funciona. Simplesmente se recusa a comer. Afasta o prato, grita, chora e em casos mais extremos vomita.

Isto significa que sua excelência passa 9 horas por dia sem comer. O que me parece muito para uma criança de apenas dois anos!

Em casa come bem e até costumo brincar dizendo que come bem demais!

Quando vem da creche tenho lhe dado um prato de sopa e uma dose de fruta. Duas horas depois janta normalmente e quando vai para a cama mama. 

Comer quando vem da creche é um mau hábito, eu sei! Mas ele efectivamente vem com fome!

Será que é uma fase que vai passar?
Que estratégias devo usar para resolver esta situação?

De facto a maternidade é um desafio constante e interminável! E cada filho é único. Fórmulas que resultam com um, não necessariamente resultam com outro!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Missão falhada

Andava há vários dias a adiar uma ida ao cabeleireiro com o meu menino mais novo! A recordação da última ida ainda era demasiado viva e eu ainda estava meio traumatizada pela experiência. Fui tentando convencer o pai a ir com ele... mas nada. 

Não dava mais para ignorar o cabelo comprido e ontem foi o dia de ir buscar mais cedo a criancinha à creche para irmos ao cabeleireiro.

Chegamos e portou-se lindamente enquanto esperávamos. Foi se entretendo com uma caixa de ferramentas de brincar, cantarolando e tagarelando como um menino exemplar. Até ao momento em que o chamaram para a cadeira. 

Começou a choradeira ainda antes de haver uma tesoura à vista. Com muita resistência da parte dele e depois de muito esbracejar conseguiram pôr lhe a bata, a qual foi logo de seguida arrancada por sua excelência. Nova tentativa... falhada. Então siga sem bata.

Saquei do tablet para ver se o sossegava! Coisa que ele adora, também foi de imediato descartada. Gritos, choro, gritos, choro, muito espernear e afastar tudo e todos a esbracejar. Toda a gente a olhar para nós: uns divertidos, outros chocados... eu não sabia se havia de chorar ou de rir. Voz calma, palavras serenas, um pouco mais de assertividade... inspirar, expirar... mas o miúdo simplesmente não queria colaborar.

Depois de muitas tentativas uma tesourada na franja. Sempre com um choro estridente! Parecia que pressentia a tesoura a aproximar. Mais uma tesourada na linha da nuca. Gritos desalmados, choros e soluços. Palavras para tentar acalmar... nada surtia efeito. A tesoura pairava no ar, entre mim, entre o miúdo e a cabeleireira, mas não conseguia chegar ao objectivo.

20 minutos de tortura mais tarde... sucumbi. Simplesmente não dava. Pedi desculpa e pedi a conta.

4 euros! Por meia dúzia de cabelos cortados... não me queixei! Afinal o negócio deles é cortar o cabelo, e não aturar crianças birrentas.

Garantidamente a próxima tentativa cabe ao pai!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Sobrevivi

Ontem foi dia de consulta de rotina. Não de apenas um dos miúdos, mas dos dois!
Onde é que eu estava com a cabeça quando aceitei marcar os dois para o mesmo dia?
O mais pequeno estava com a energia ao máximo!
O maior só se ria com as diatribes do menor!
E eu... só desejava que a médica nos atendesse rapidamente.
Depois de duas horas de espera finalmente fomos chamados, e as palhaçadas continuaram no auge no consultório!
Quando saímos tive que inspirar e expirar várias vezes para recuperar um pouco da minha serenidade.
Sobrevivi... mas fiquei literalmente à beira de um colapso de nervos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Legendas precisam-se


No meu tempo não havia horário na primeira classe. 
Havia hora de entrada e de saída.
Os tempos mudaram, tudo bem! Mas e as legendas? 
Se há siglas que são óbvias, outras são para mim 
um verdadeiro quebra-cabeças.
Escrevi para a coordenadora da escola a pedir "tradução"!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Socorro... o meu filho é anti-estudo

Apenas resolvi voltar a estudar depois de Dom Pimpolho já não precisar de mim durante a noite...
Assim há 2 anos atrás candidatei-me à Universidade e resolvi dedicar-me a concluir uma licenciatura... concluir porque aos 19 anos já havia iniciado uma, mas abandonei logo no início. Queria bater asas e seguir outros caminhos. Caminhos que me fizeram crescer e viver.
 
Os estudos até há uns meses atrás corriam bem, sem me sobrecarregar demasiado e com resultados mais que satisfatórios.
 
Mas a vida é feita de imprevistos e fui presenteada com mais um filhote. Filhote esse que não me deixa estudar. Mal me vê concentrada frente ao computador ou com um livro na mão começa a resmungar... e sabe fazê-lo tão bem, que não tenho outra solução senão ocupar-me dele com os meus 5 sentidos!
 
E o estudo vai se fazendo, 5 minutos agora, 5 minutos mais logo e uma horinha à noite!
 
Lembro-me da minha chefe me dizer que quando o filho dela nasceu também estudava, com a criança ao colo. Eu bem tento, mas ou a criança dela era muito sossegadinha ou a minha é muito agitadinha! Estudar com ele acordado é missão impossível. E contrariamente ao irmão que até aos 5 meses passava o tempo todo a dormir, este passa o tempo quase todo acordado e requer toda a minha atenção.
 
Quinta-feira mais um exame... Segunda outro... e do modo como as coisas estão a correr... só me resta pensar "seja como Deus quiser"!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Informar ou não informar, eis a questão.

Em Setembro o meu pimpolho mudará de "escola". O jardim de infância que ele irá frequentar, se tudo correr bem, é na mesma localidade onde frequenta agora a creche e a componente de apoio aos pais é na instituição onde agora se encontra. Grande parte dos coleguinhas vão para a mesma escola. Ou seja apesar de haver muitas coisas novas no horizonte, não há uma quebra total com o que tem sido a sua "vida escolar" até agora. O que me parece bem.
 
Tenho tentado começar a preparar terreno junto a Dom Pimpolho... mas ele tem reagido da pior maneira.
 
- Depois das férias vais para uma nova escola. A escola dos meninos grandes - Digo eu.
- Nãooooooo! Não quero... - responde Dom Pimpolho
 
- A Matilde vai mudar de escola - informo.
- Nãoooooooo! - responde Dom Pimpolho atirando-se ao chão em prantos!
 
O que fazer? Informar ou não informar???

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A sofrer por antecipação...

Finalmente acedi aos pedidos do mais que tudo e vou deixar o meu filhote dormir uma noite fora de casa... dia 16 de Fevereiro.
 
Toda a gente me diz que fará bem ao pimpolho, e será bom para nós... mas eu mãe-galinha, confesso que já sofro por antecipação.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Recebi um selinho...

 
A querida Magda do Blog Alma de Mãe lembrou-se de mim e presenteou-me com o selinho "The Versatile Blogger Award".
 
Fui buscar e de acordo com as regras tenho que dizer 7 coisas sobre mim. Ora então vamos lá a isso:
 
1) O meu maior sonho de vida foi concretizado há 2 anos e meio: ser mãe!
2) Viajei até ao Brasil quando tinha 19 anos apenas na companhia de uma criança de 2 anos para a entregar aos avós paternos.
3) Sou muito honesta e sincera. Às vezes até demais.
4) A minha ambição é simplesmente ser feliz.
5) Detesto algomerados de gente. Aprecio muito os meus momentos totalmente a sós.
6) Não sou portuguesa, mas considero Portugal o meu país.
7) Detesto que me mintam.
 
E é isto...
 
Também dizem as regras que devo passar o selo a 15 bloggers. E essa parte vou saltar... SORRY... quem quiser leve...
 
Obrigada Magda!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ir ao médico não é pera doce!

Hoje foi dia de consulta! É certo que era uma mera consulta de rotina (2 anos e meio do pimpolho) mas eu já fico tensa antes do acontecimento, pois sei bem como é que o cachopo se porta, mal vê uma bata branca. E hoje não foi excepção. Uma gritaria do princípio ao fim, com fugas pelo meio. Uma das vezes abriu a porta do gabinete de enfermagem já meio despido e disse "eu vai embora" e saiu fechando a porta atrás de si. Lá fui eu a correr atrás dele para o levar de volta ao martírio.
 
O rapaz continua a crescer bem! Mas vim com uma pequena preocupação em relação aos testículos. Muito pouco esclarecida porque o médico atende sempre a correr e poucas ou nenhumas explicações dá, e eu insisto muito. O rapaz em fevereiro vai fazer uma ecografia e depois logo se vê...
 
Esta consulta já está arrumada... Ufa... e agora deixem-me descansar e poupar energias e paciência para a próxima!
 
Depois da consulta o avó veio buscar o neto e embora ao acordar ele estivesse todo satisfeito por ir passar o dia com a avô... mal viu o avó desatou em novo berreiro e ainda tivemos direito a vomito...
 
Ao que parece agora está satisfeito da vida em casa dos meus pais!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

2 anos e meio: periodo de transição, idade paradoxal


Como já devem ter notado em anteriores post's aqui do blog, o meu filhote está a passar por uma fase de mudanças. Inicialmente ainda pensei que pudesse andar a "chocar" alguma coisa... mas não anda, pois se assim fosse o mal-estar manifestava-se de forma mais equilibrada e não apenas em determinados contextos/ situações.

Resolvi por isso começar a pesquisar em alguns livros, e já encontrei um que decididamente vai fazer parte das minhas leituras para este fim-de-semana e não resisto em transcrever um pequeno excerto sobre os 2 anos e meio:

Se um grupo de pais fizesse uma votação secreta para determinar a idade mais arreliadora do período pré-escolar, é muito provável que essa honra coubesse à criança de 2 anos e meio, mercê da reputação que ela tem de passar dum extremo para o extremo oposto. (…)

A criança de 2 anos e meio acha-se num período de transição. Ela é fundamentalmente a mesma criança simpática que era aos 2 anos; e está a transformar-se numa agradabilíssima criança de 3. na verdade, mesmo agora há nela qualquer coisa de encantador, na sua energia, na sua exuberância despropositada (aparentemente), e nos sinais inconfundíveis duma sociabilidade embrionária, de prestabilidade e de imaginação que ela nos dá. Se esses sinais são confusos e compensados precisamente pelos seus contrários é porque a criança de 2 anos e meio se encontra numa encruzilhada do desenvolvimento do seu sistema de acção. Tem um trabalho muito grande a fazer como intermediária dos seus próprios impulsos em sentidos contrários. (…)

Por que razão vai ela até esses extremos arreliadores? É porque o seu domínio do sim e não, do ir e vir, do correr e parar, do dar e receber, do pegar e largar, do puxar e empurrar e do atacar e recuar se encontram em perfeito equilíbrio. A vida está cheia de alternativas. Todos os caminhos da cultura são, para ela, vias de trânsito nos dois sentidos, devido à sua grande inexperiência. O seu sistema de acção é, semelhantemente, um sistema de dois sentidos, cujas alternativas são quase de igual modo aliciantes, devido a ela ser tão imatura. A sua situação de equilíbrio é instável porque os seus mecanismos inibitórios são ainda muito imperfeitos. Além disso, a vida e o ambiente afiguram-se de tal maneira complexos, nesta fase de transição, que a criança é quase obrigada a ir por ambas as vias, a experimentar ambas as alternativas, para poder descobrir qual é realmente a boa. Não há motivos para desesperar, se ela experimenta as duas vias e nos experimenta também a nós. Quando ela tiver 3 anos, o seu amadurecimento será já, comparativamente, tão grande que sentirá verdadeiro prazer em que lhe peçam que escolha entre duas alternativas familiares.(…)

Os dois anos e meio são a idade paradoxal.”

Arnold Gesell in A criança dos 0 aos 5 anos


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Será personalidade vincada ou bicho escondido?

O meu pimpolho querido há mais de uma semana que tem rejeitado a ideia de ir para a escola (creche)! Basta aperceber-se que estamos de saída que fica chocho, se enfia na cama ou afirma peremptoriamente "eu não vai à escola".
 
Claro está tem ido... mas sobretudo para mim tem sido um martírio. É que para além da birra que começa em casa, nos 3 kms do percurso vai a choramingar e quando finalmente chegamos à escola é uma choradeira e só fica lá depois de mo "arrancarem" dos braços.
 
Tento manter-me firme e calma para que ele não se aperceba da minha angústia, mas custa e a minha cabeça está sempre lá.
 
Ontem a meio da tarde o telefone tocou. Era da creche... mau sinal! Atendi e era a educadora a informar que o meu filho tinha passado o dia com a cabeça encostada, recusou a comida, e se queixava de uma dor na boca.
 
Larguei tudo o que estava a fazer e fui buscá-lo. E para descargo de consciência e já que anda com o comportamento alterado há vários dias levei-o ao centro de saúde. Um filme autêntico. Só queria ir embora e chorou desalmadamente durante todo o tempo que durou a observação. Aparentemente está tudo bem!
 
Mesmo assim o médico receitou-lhe o Brufen e o Daktarin. Estupidamente fui à farmácia comprar os medicamentos receitados... mas em casa, já mais calma, decidi não lhe dar nem um nem o outro. Pois se está tudo bem, porque hei-de "encharcar" o rapaz com químicos?
 
Em casa jantou muito bem, dormiu a noite toda e esta manhã acordou bem disposto. Boa disposição que se evaporou assim que o chamei para vestir o casaco.
 
Na creche pedi para falar com a educadora. Expus a situação. Disse que em casa anda alegre e contente e ela ficou de observar melhor a sala onde ele está para ver como é que as coisas correm. Pois não está em permanência com um só grupo: dá apoio a três salas, e ainda às salas dos prolongamentos de horário.
 
Eu fico a matutar sobre o que fazer? Será que anda a chocar alguma coisa ou que tem apenas uma personalidade extremamente vincada e decidida? Só o tempo o dirá...
 
Nota: o rapazola tem 2 anos e 5 meses!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma paisagem de Verão



(imagens retiradas da web)

Não é uma... mas são 3 paisagens de Verão.
Locais idílicos para me entregar ao doce prazer de nada fazer!

Dia 29 - Desafio "As amantes do Verão"

terça-feira, 26 de junho de 2012

Um outfit de Verão




O meu outfit para um dia de Verão podia ser este! Sempre com o indispensável chapéu!
(Imagens retiradas da internet)

No dia-a-dia uso quase sempre calças. Ao fim-de-semana e durante férias gosto de usar roupa fresca e solta. Os vestidos compridos são para mim o outift de Verão ideal!

Dia 26 - Desafio "As amantes do Verão"