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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ainda a TDAH


Sei que na internet se encontra informação para todos os gostos. Argumentos a favor e argumentos contra. Mas continuo com a minha opinião de que a chamada hiperatividade pode ser controlada (em muitos casos) sem necessariamente recorrer a medicação!
Medicação que é tudo menos inofensiva! Podem ler aqui!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Pára de gritar!

10 steps to stop yelling, um artigo da autoria de Laura Markham, disponível no site psychology today, apesar de não ser novidade para mim, recorda-me que às vezes deixamos que as emoções tomem conta de nós e tenham impacto demasiadas vezes negativo sobre aqueles que nos rodeiam!

Não é muito frequente eu gritar... mas não sou perfeita e confesso que naqueles momentos que o meu filho me deixa de cabelos em pé, a minha voz sobe acima daquilo que seria desejável. Não obtenho melhores resultados do que se falar calmamente com ele... ele parece só escutar quando o assunto lhe interessa e por vezes é perito em se fazer de surdo!

Um artigo que vale a pena ler, e certamente vou tentar aplicar os 10 passos propostos ao meu quotidiano!










quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Hoje não me aguentei...

Dom Pimpolho chorou o percurso todo de casa à escola. Ao entregá-lo na escola agarrou-se com tal força a mim que foi difícil arrancarem-me dos braços. E eu depois de o ver ser levado para a sala não consegui conter as lágrimas. 

Nunca imaginei que isto fosse tão difícil!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Coração apertado...

O segundo dia de ir para a escola conseguiu ser ainda pior de que o primeiro! Ontem Dom Pimpolho chorou e esperneou apenas quando já estávamos no edifício da escola, mas hoje foi a lastimar-se em todo o trajecto e quando lá chegamos foi o descalabro... chorava, gritava, esperneava, agarrava-se com cada vez mais força a mim, até que uma funcionária o levou. Ali fiquei um pouco, sem que ele me visse, para ver se de facto acalmava... a intensidade do choro diminuiu um pouco e eu vim embora com o meu coração apertadinho.

Quando fui buscar Dom Pimpolho ontem à tarde estava encostadinho ao ombro de uma funcionária e mal me viu veio a correr para os meus braços. A primeira coisa que me disse foi: - Amanhã eu não vai ir à escola!

E a última coisa que disse antes de adormecer foi exactamente a mesma... Custa muito e sei que até ele estar devidamente readaptado ainda vai levar alguns dias! Mas, infelizmente alternativas não há!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

2 anos e meio: periodo de transição, idade paradoxal


Como já devem ter notado em anteriores post's aqui do blog, o meu filhote está a passar por uma fase de mudanças. Inicialmente ainda pensei que pudesse andar a "chocar" alguma coisa... mas não anda, pois se assim fosse o mal-estar manifestava-se de forma mais equilibrada e não apenas em determinados contextos/ situações.

Resolvi por isso começar a pesquisar em alguns livros, e já encontrei um que decididamente vai fazer parte das minhas leituras para este fim-de-semana e não resisto em transcrever um pequeno excerto sobre os 2 anos e meio:

Se um grupo de pais fizesse uma votação secreta para determinar a idade mais arreliadora do período pré-escolar, é muito provável que essa honra coubesse à criança de 2 anos e meio, mercê da reputação que ela tem de passar dum extremo para o extremo oposto. (…)

A criança de 2 anos e meio acha-se num período de transição. Ela é fundamentalmente a mesma criança simpática que era aos 2 anos; e está a transformar-se numa agradabilíssima criança de 3. na verdade, mesmo agora há nela qualquer coisa de encantador, na sua energia, na sua exuberância despropositada (aparentemente), e nos sinais inconfundíveis duma sociabilidade embrionária, de prestabilidade e de imaginação que ela nos dá. Se esses sinais são confusos e compensados precisamente pelos seus contrários é porque a criança de 2 anos e meio se encontra numa encruzilhada do desenvolvimento do seu sistema de acção. Tem um trabalho muito grande a fazer como intermediária dos seus próprios impulsos em sentidos contrários. (…)

Por que razão vai ela até esses extremos arreliadores? É porque o seu domínio do sim e não, do ir e vir, do correr e parar, do dar e receber, do pegar e largar, do puxar e empurrar e do atacar e recuar se encontram em perfeito equilíbrio. A vida está cheia de alternativas. Todos os caminhos da cultura são, para ela, vias de trânsito nos dois sentidos, devido à sua grande inexperiência. O seu sistema de acção é, semelhantemente, um sistema de dois sentidos, cujas alternativas são quase de igual modo aliciantes, devido a ela ser tão imatura. A sua situação de equilíbrio é instável porque os seus mecanismos inibitórios são ainda muito imperfeitos. Além disso, a vida e o ambiente afiguram-se de tal maneira complexos, nesta fase de transição, que a criança é quase obrigada a ir por ambas as vias, a experimentar ambas as alternativas, para poder descobrir qual é realmente a boa. Não há motivos para desesperar, se ela experimenta as duas vias e nos experimenta também a nós. Quando ela tiver 3 anos, o seu amadurecimento será já, comparativamente, tão grande que sentirá verdadeiro prazer em que lhe peçam que escolha entre duas alternativas familiares.(…)

Os dois anos e meio são a idade paradoxal.”

Arnold Gesell in A criança dos 0 aos 5 anos


terça-feira, 17 de julho de 2012

Citando: "Literacia emocional"


“Podemos falar de literacia emocional como a capacidade de escutar e compreender as complexidades da vida emocional, que deveria ser tão possível como a capacidade de ler, escrever e contar. Contudo, existe ainda uma enorme relutância em aceitar que são os sentimentos que influenciam praticamente tudo o que somos e fazemos, organizando-se como a base do nosso pensamento e não como o seu impedimento, e os maiores indicadores da nossa verdade interior. É por isso que vivemos ainda em sociedades que ignoram e desperdiçam os maiores valores culturais da humanidade: as crianças e os adolescentes, e a fonte de energia e criatividade que contêm. Por isso, precisamos de uma mudança.

Reconhecer que em cada um de nós existe um mundo interior que se desenvolve desde os primeiros instantes de vida, e tem as suas raízes na qualidade de relação afectiva entre as crianças e os adultos que as rodeiam, é o primeiro passo para que essa mudança possa acontecer. O segundo passo é a percepção de que os nossos actos e pensamentos têm um impacte naqueles que nos rodeiam, contribuindo assim para o seu bem-estar e para a melhor qualidade de relação entre todos. Uma das melhores formas de avaliar a riqueza e a qualidade da vida emocional de cada um, é através da capacidade de nos relacionarmos e de comunicarmos com os outros.

Quanto mais melhorarmos a nossa literacia emocional, mais facilmente estaremos aptos a desenvolver uma melhor imagem de nós próprios, a saber escutar, compreender e apreciar os outros, a formar relações afectivas fortes e estáveis, e a melhorar a qualidade humana das nossas sociedades. No centro deste processo deveriam estar as crianças e os adolescentes. E os seus elos mais importantes em todo o processo de crescimento emocional: os pais. É em casa, na família, que tudo começa. São os pais que podem e devem proporcionar aos filhos, relações emocionais seguras, estáveis, com um bom equilíbrio entre prazer e desprazer, bons e maus momentos, ajudando a que a leitura emocional do mundo que os rodeia seja a mais adequada.”
Pedro Strecht in Interiores

Hoje foi dia de consulta no dentista e fui munida de livro em mão! Que bela ideia tive eu, contrariamente ao que é habitual no consultório estive quase uma hora à espera de ser atendida e assim dei um belo avanço na leitura do livro que ontem requisitei! E continuo a gostar...