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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Dispo-me...



Navego por entre as carregadas sombras do pensamento
Em busca de luz que rasgue a bruma que me cobre
Desalentada enfrento os longos dias
Ansiando apenas pelo cair da noite
A escuridão esconde meu olhar ferido
Envolve as dores lancinantes do meu coração.
Renovo-me sob o brilho do luar
Dispo-me devagar e com pressa deixo-me levar
Nada mais querendo de que no dia seguinte acordar
Lavada e inebriada pela possibilidade do recomeço.

M.V., 05.02.2020

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Paleta de cores

Escolhe, escolhe devagar
da tua paleta de cores
a cor que vais usar.

Pinta em todos os tons
o caminho que vais trilhar.

Deixa as cores do arco-íris
a tua vida inundar.

Vive, vive intensamente
e devagar.

Mv, 13.08.2019

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A difícil arte de decidir

Boas decisões!
Bom fim de semana!

terça-feira, 3 de abril de 2018

acima de tudo ame

KAUR, Rupi. Outros jeitos de usar a boca. São Paulo: Planeta, 2017.

E é isto o que importa na vida! A relação que temos com os outros... 
tudo o resto é supérfluo e efémero 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Amar


Ela queria escrever palavras de amor num papel rasgado.
Um amor estilhaçado...
As palavras não surgiam.
Aprisionadas num coração,
Que deixara de acreditar na utopia de amar!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Caminhemos...

Pintura a oléo de L. Afremov
Caminhemos de mãos dadas, como se o tempo tivesse parado!
E na serenidade dos nossos passos, 
tranquilamente, rumámos em direcção ao amanhã.

Bom fim de semana

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Palavras soltas

Arte de ©Ernesto García Pena
Rasga-se um grito na noite silenciosa
meu corpo desperta da melancolia
a que o calor opressivo o entregou!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
de imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
entre palavras sem cor,
esperadas inesperadas
como a poesia ou o amor.

 (O nome de quem se ama
letra a letra revelado
no mármore distraído
no papel abandonado)

Palavras que nos transportam
aonde a noite é mais forte,
ao silêncio dos amantes
abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill
in “No Reino da Dinamarca : obra poética 1951-1965”
Lisboa, Guimarães Editores, imp. 1974. p. 50

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Quero ausentar-me


Quero voar nas asas da liberdade
por esparsos momentos ausentar-me
bater asas e voar rumo ao horizonte
sobrevoar as ondas do mar
desnudar-me de tudo e de todos.

Por esparsos momentos quero
                                                        ausentar-me!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Aquisição de vocabulário e desenvolvimento da linguagem


Dom Pimpolho há muito tempo que entende tudo o que se diz, e do Verão para cá todos os dias tem adquirido vocabulário novo. A princípio só eu e o pai entendiamos o que dizia no seu português com toques de japonês... mas eis que de repente o rapaz começou a entender o poder da linguagem e começou a construir frases completas! Sim completas!

E acho que a partir de agora, cada vez estamos mais tramados! Pois que melhor ferramenta do que a palavra para demonstrar a sua vontade e opinião?

Nesta última semana a frase de eleição do cachopo foi: Eu não vai (para a escola, para casa, para a rua..., etc.)!

E com o dom da palavra temos que tentar fazer entender Dom Pimpolho que ele não é rei e senhor, e que por enquanto ainda somos nós que "mandamos"!

P.s.: Lembram-se que sou mãe-galinha: para além do meu filho se conseguir expressar muito bem, também já sabe contar até 8 e indentifica as cores todas!!!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O poder das palavras

"Cada um traz dentro de si todo um reservatório de frases, epítetos e locuções prontas que resultam de pura imitação. Elas livram-nos do trabalho de pensar porque as tomamos como soluções válidas e apropriadas. Na maior parte das vezes, reagimos ao que nos acontece usando palavras que não são nossas. Não somos os seus reais autores. [...] É por isso que não devemos acreditar com demasiada celeridade nas nossas próprias palavras."

Paul Valéry (1935)
in: O livro das citações. Dom Quixote, 2009