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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Percepção da realidade

Os nossos filhos têm o dom de nos fazer perguntas para as quais não temos uma resposta preparada na ponta da língua. Então improvisamos ou respondemos de uma forma que mais tarde consideramos inadequada ou insuficiente.

Ontem ao final do dia, o meu filho mais crescido de repente questionou-me:
- Mãe porque é que os dias são sempre iguais?

Eu não estava à espera e não contava que aos 8 anos ele já tivesse uma percepção tão clara da rotina.

Respondi da melhor maneira que soube, mas fiquei a matutar e de certa forma fiquei triste. Como fugir ao que a sociedade nos impõe? Como escapar de todos estes horários? Como rentabilizar melhor as 24 horas que cada dia nos oferece?

Aos 8 anos eu nunca olhei para a vida como sendo rotineira e monótona. Eu vivia livremente e embora andasse na escola o horário era das 8.30 às 13.00... a minha mãe não trabalhava e eu vivia uma vida de aventuras e liberdade.

Adoraria poder proporcionar uma infância parecida aos meus filhos, mas sei que tal não é possível. A escola do mais crescido começa às 9.00 da manhã e termina às 17.30... é ensino obrigatório e eu não posso dar me ao luxo de deixar de trabalhar para estar mais tempo com eles. Resta-me no tempo que sobra dar o melhor de mim e ensinar-lhes a eles a aproveitar o tempo não condicionado por horários e obrigações da forma mais criativa e divertida possível.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Dos últimos dias

Estes últimos dias, ou melhor dizendo semanas não têm sido muito fáceis. Tenho o marido doente, já esteve internado, mas ainda sem diagnóstico. Suspeito que se trata de stress ou depressão. Anda sempre com dor de cabeça, sem alento, sem vontade... e à mínima vai deitar-se na cama. O barco anda para a frente, mas basicamente sou a única a remar...
Melhores dias virão, pelo menos assim espero e desejo.

Entretanto também há coisas boas. As minhas energias estão em alta, e cada dia vejo como me fez bem mudar de casa e estar próxima da natureza! Poder ir ao exterior sem descer 3 andares, ter um jardim onde posso remexer na terra e plantar legumes, flores e hortaliças. Ver as árvores a florir e a ganhar folhas. Escutar os pássaros a chilrear. Sardaniscas a procurar os raios de sol... E poder deixar os meninos brincar livremente no espaço envolvente a casa... Tudo coisas boas de que tento desfrutar ao máximo.

E foi isso mesmo que fiz no dia da liberdade! As crianças foram passar o dia com os avós e eu andei durante cinco horas a jardinar, cavar, ceifar... fiquei com um lindo bronze, com bolhas e calos nas mãos, mas fiquei feliz!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A mulher que existe dentro de mim...

"Escrevo porque as leis do homem não são as do ser, são um cativeiro e a mulher que existe dentro de mim não é domesticável. Eu não obedeço. O verbo obedecer é um animal carnívoro e eu não. Sou comparável ao sangue indomável que percorre selvagem e fermenta as veias e os veios em absoluta liberdade, na mais profunda solidão, na forma mais insuportável de ser, não porque eu o deseja, mas porque assim é a germinação e a minha natureza."

Luís Demétrio Raposo

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Quero ausentar-me


Quero voar nas asas da liberdade
por esparsos momentos ausentar-me
bater asas e voar rumo ao horizonte
sobrevoar as ondas do mar
desnudar-me de tudo e de todos.

Por esparsos momentos quero
                                                        ausentar-me!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Sobre a liberdade


“A única liberdade digna desse nome é a de buscarmos o nosso próprio bem pelo nosso próprio caminho, na medida em que não privemos os outros do seu bem nem os impeçamos de se esforçarem por consegui-lo. Cada um de nós é o guardião natural da sua própria saúde, seja esta física, mental ou espiritual. A humanidade ganha mais consentindo a cada qual viver à sua maneira do que obrigando-o a viver à maneira dos demais.”

John Stuart Mill, Sobre a liberdade