sábado, 2 de junho de 2012

O verão numa cor


(imagem retirada da internet)

Sem dúvidas elejo a cor azul, como a minha cor de Verão! O azul do céu, o azul do mar e a sua grande variedade de nuances!
Parti em direcção ao sul,
Na bagagem um sorriso
E uma esperança.
Banhada pelo sol,
Desenha-se na minha frente,
Vaga sombra do que fui…

Lá longe em frente
Nos confins do horizonte
Uma centelha de luz
Capta o meu olhar
Inunda-me a harmonia
Do tranquilo azul do mar.

MV, 3 de Agosto de 2008

Dia 2. Desafio: As amantes do Verão

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O verão da minha infância





Recantos da aldeia da minha infância
(fotos retiradas da internet)

O verão da minha infância era longo…
Tão longo, tão longo…
Que parecia ter todo o tempo do mundo.

Tempo para brincar
Tempo para pular
Tempo para conversar
Tempo para correr
Tempo para rir
Tempo para divagar
Tempo para encantar

O verão da minha infância…
Era repleto de cores,
De sabores, aromas e texturas
Vozes, risos e sons.

O verão da minha infância
Era uma tela de harmonia
Um quadro perfeito
Equilíbrio total

O verão da minha infância
Era, é e será
Sempre uma bela recordação.

MV 01.06.2012
Dia 1 . Desafio As Amantes do Verão

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Coisas do pimpolho...

Semanalmente vamos visitar os meus pais. A quarta-feira é o dia. Quebra-se a rotina da semana e o pimpolho pode livremente brincar ao ar livre.

Ontem à tarde perguntei-lhe:

- S. queres ir ver a avó?
- Não.
- Queres ir ver o avô?
- Não
- Queres ir ver a poesie (gata)?
- Siiiiiiiim.

Situação idêntica acontece quando vamos visitar a minha irmã:

- S. Queres ir ver a tia?
- Não
- Queres ir ver a M. e a D.?
- Não
- Queres ir ver a Lili (cadela)?
- Siiiiiim.

Só para dizer que estou a adorar esta fase dele, quase 23 meses! Já se vai exprimindo o que facilita em muito a comunicação... também entrou na fase (espero que não se prolongue em demasia) das grandes e fabulosas birras por tudo e por nada!


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Poemas da minha vida (II)

Cântico negro de José Régio

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

Um poema que adoro, acho a mensagem forte e revejo-me nele em algumas partes: a minha rebeldia, a minha vontade de independência, a minha vontade de ser eu a "condutora" da minha vida... e a minha aversão a que alguém me diga por onde devo ir.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Novo ritmo: ainda mais acelerado!


(imagem retirada da internet)
Esta semana está a ser penosa para mim, está mesmo!

Depois de meses a fio beneficiar de 2 horas diárias para amamentação, o que significava na prática começar a trabalhar apenas às 10.00 e sair às 16.00, estou em fase de treinos para voltar ao meu horário normal de trabalho. O meu pequenito está a ficar crescido e deixou de querer a maminha da mãe, portanto tenho que abdicar do direito às 2 horas… O que significa que as manhãs passam a ser uma grande correria e o tempo que tinha para dedicar ao meu filhote reduz muito.

Não gosto, não gosto mesmo disso. Mas não encontro nada na lei que me permita continuar com horário reduzido para prestar assistência ao meu filhote. Se pudesse eu deixaria de trabalhar, mas para isso não há euros suficientes e assim terei que me sujeitar ao que a maior parte das mães se sujeitam.

Eu sei que ele está bem na escolinha. Gosta das funcionárias e dos coleguinhas. Mas acho que as crianças necessitam de mais tempo com os pais!

…é melhor começar a jogar no euro-milhões a ver se a sorte me bate à porta: mas azarada como sou duvido que algum dia isso aconteça. Mas mais vale ser azarada com o dinheiro, de que com outras coisas, tais como o amor…

segunda-feira, 28 de maio de 2012

E depois da vida?


Semana 4 - Tema: Reencarnação

Pensar na vida é também pensar na morte, pois como diz o ditado “tudo o que tem um princípio tem um fim”. Mas será a morte mesmo um fim? Um ponto final parágrafo? Uma conclusão? O culminar da história? A última página do livro?

É bom pensar que não. Mas as incertezas do que vem a seguir são muitas. E por isso o ser humano fantasia, acredita, tem fé de que a morte é apenas um passo em direcção a uma outra etapa.

Uns acreditam no céu, outros na vida eterna, na ressurreição, na reencarnação ou na vida noutra dimensão.

Não sei em qual destas categorias me enquadro. Não sigo nenhuma religião, nem tive uma educação religiosa, mas acredito que algures por aí está uma força superior que de certa forma se deve poder comparar ao encenador de uma peça de teatro: o teatro da vida.

Se não se acreditar que para além da vida terrena alguma coisa existe, que sentido terá a vida? Eu prefiro acreditar que para além da vida há vida. Uma outra vida num outro nível e sim provavelmente num nível superior.

A maior parte das pessoas passa por aqui e ao longo da vida pouco mais faz do que alimentar as suas ambições materiais, profissionais e pessoais… será isso importante? Não condeno ninguém mas acho que a vida deve ser muito mais do que seguirmos todos em carreiro na mesma direcção, a direcção em que a sociedade nos empurra.

Tenho medo da morte, não da minha, mas da morte dos outros, daqueles que me são queridos. Tenho aversão a dizer o último adeus. Prefiro não dizê-lo e fantasiar que depois da morte todos nos encontraremos numa outra dimensão.

Encaro a vida como uma prova, uma prova em que temos que dar o melhor de nós. E a seguir a essa prova, outras provas virão.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O melhor do mundo...

"Quem disse que as crianças são o melhor do mundo não estava, certamente, enganado. Para que é que elas servem? (Foi  isso que perguntou?...) Uma criança serve para redescobrirmos o encantamento, a transparência, o riso até às lágrimas e as histórias que se acotovelam na nossa língua. Serve para brincarmos e corrermos pela casa. Serve para termos uma desculpa, sempre que chegamos muito atrasados a um sítio que não nos interessa. Serve para descobrir que há nuvens que se parecem com a tromba de elefante. Serve para chorarmos quando revemos o Bambi.  Serve  para adormecermos abraçados a ela, no sofá. E serve para descobrir que o melhor do mundo é sermos (só nós e mais ninguém) o melhor do seu mundo.  Que ao pé de tudo isso haja um dia (ou outro) em que o karma parece apostado em nos contraria, o que é que interessa? Afinal, há sempre um telemóvel à espera de uma mensagem que, podendo não começar com “Querido”, acaba sempre, no mínimo, com: “Já te disse como gosto de ti?” São tão pouco entediantes os dias de uma mãe! E ser-se pai é sempre tão criativo e tão imprevisível!... Afinal, no fim de um dia normal de semana, depois de deitarmos um filho (e de o vermos a voltar, de novo, a ser anjo) sentamo-nos, suspiramos como quem, finalmente, está pronto para descansar e, sem percebermos porquê, enquanto lutamos contra o sono, só nos vem à memória um refrão mais ou menos gasto: “Querida mãe, querido pai, então que tal?...”. (Suspire! Outra vez, ainda por favor!) Quem disse que o dia da criança era, unicamente, uma vez em cada ano?"

Eduardo Sá in Revista Pais & Filhos nº 257 (Junho 2012)

Miminhos para mim...


Ontem tive uma hora e meia exlcusivamente para mim. Já não me lembro da última vez que tal aconteceu, mas soube-me muito bem e apesar da tremenda dor de cabeça que me acompanhou o dia inteiro deu para desfrutar e relaxar.

Recebi a minha prenda de aniversário antecipada: um tratamento facial completo! Foi a primeira vez que fiz e confesso: GOSTEI.

Tive direito a limpeza, massagem, vapores, massagem, máscara, cremes e a descontração total durante o tempo que estive deitada na marquesa... acho que vou ficar adepta e da próxima vou experimentar o tratamento para todo o corpo. Haja € para pagar.

Obrigada meu amor!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Mais um desafio...

... a que resolvi aderir! Não que seja uma amante incondicional do Verão, mas porque começo a gostar de alguns dos desafios que circulam aqui na blogosfera. É uma forma de dar vida ao blogue, de dar asas à imaginação e de me divertir também!

Bora lá... que o Verão está quase aí!


Mais informação em: http://le-cirque-de-miss-scarlet.blogspot.pt/

Pimpolho doente...

Já estava a demorar... mas não escapamos a mais uma vírose. Febre antes de ontem, rabugice ontem e um monte de borbulhas pelo corpo todo, com especial incidência em redor da boca hoje. Lá fomos às urgências para descargo de consciência... parece que da escolhinha dele já passaram por lá pelo menos mais uma dúzia de cachopos.

Conclusão do médico: é virosal e as borbulhas (que se parecem com as da varicela, mas não são) são um equizema??? Fase de contágio já passou. Pode ir à creche. Vigiar e controlar febre. Aerius uma vez por dia e muita "aguinha".

Só espero que o diagnóstico esteja correcto e a coisa não se alastre.