terça-feira, 12 de março de 2013

Sempre disposta a aprender

Ando afastada do blog há já alguns dias, e assim vou ter de continuar por mais alguns. Mas é tudo por uma boa causa: uma formação sobre tratamento digital de documentos e imagens.
 
As primeiras 7 horas já lá vão e infelizmente revelaram-se uma grande seca... pois num dia inteiro nada de novo aprendi! Tenho esperança de aprender qualquer coisa nas 3 sessões que faltam! A ver vamos...

domingo, 10 de março de 2013

Poemas da minha vida VII


NÓS SOMOS de António Ramos Rosa

Como uma pequena lâmpada subsiste
e marcha no vento, nestes dias,
na vereda das noites, sob as pálpebras do tempo.

Caminhamos, um país sussurra,
dificilmente nas calçadas, nos quartos,
um país puro existe, homens escuros,
uma sede que arfa, uma cor que desponta no muro,
uma terra existe nesta terra,
nós somos, existimos

Como uma pequena gota às vezes no vazio,
como alguém só no mar, caminhando esquecidos,
na miséria dos dias, nos degraus desconjuntados,
subsiste uma palavra, uma sílaba de vento,
uma pálida lâmpada ao fundo do corredor,
uma frescura de nada, nos cabelos nos olhos,
uma voz num portal e a manhã é de sol,
nós somos, existimos.

Uma pequena ponte, uma lâmpada, um punho,
uma carta que segue, um bom dia que chega,
hoje, amanhã, ainda, a vida continua,
no silêncio, nas ruas, nos quartos, dia a dia,
nas mãos que se dão, nos punhos torturados,
nas frontes que persistem,
nós somos,
existimos.

António Ramos Rosa

sábado, 9 de março de 2013

“Por isso mesmo, é para ver se passa.”

“A partir de agora, sempre que a sua (ou seu) cara metade se desculpar com uma dor de cabeça para se recusar a ter relações sexuais, já lhe pode dar uma resposta: “Por isso mesmo, é para ver se passa.” De facto, uma investigação feita por neurologistas da Universidade de Munster, na Alemanha, conclui que a actividade sexual pode resultar num “alívio total ou parcial” em certas dores de cabeça. A explicação é que a actividade sexual liberta endorfinas, uma espécie de analgésico natural criado pelo organismo, que é disseminado pelo corpo através do sistema nervoso central. (…)”

José Cardoso in Revista do Expresso nº 2106 (09.03.2013)

sexta-feira, 8 de março de 2013

O que é importante para crescer?

Costumo ler o blog "Mama Mia", escrito por Mikaela Övén e gosto do que por lá leio. Ela reflecte sobre a parentalidade e a educação dos filhos, priveligia o equilíbrio e a harmonia e propõe uma parentalidade consciente.


Vale a pena reflectir sobre isto!

A todas as mulheres fenomenais...


Phenomenal Woman

Pretty women wonder where my secret lies.
I'm not cute or built to suit a fashion model's size
But when I start to tell them,
They think I'm telling lies.
I say,
It's in the reach of my arms
The span of my hips,
The stride of my step,
The curl of my lips.
I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.

I walk into a room
Just as cool as you please,
And to a man,
The fellows stand or
Fall down on their knees.
Then they swarm around me,
A hive of honey bees.
I say,
It's the fire in my eyes,
And the flash of my teeth,
The swing in my waist,
And the joy in my feet.
I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.

Men themselves have wondered
What they see in me.
they try so much
But they can't touch
My inner mystery.
When I try to show them
They say they still can't see.
I say,
It's in the arch of my back,
The sun of my smile,
The ride of my breasts,
The grace of my style.
I'm a woman

Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.

Now you understand
Just why my head's not bowed.
I don't shout or jump about
Or have to talk real loud.
When you see me passing
It ought to make you proud.
I say,
It's in the click of my heels,
The bend of my hair,
the palm of my hand,
The need of my care,
'Cause I'm a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That's me.

Maya Angelou,
escritora e poetisa americana

Nota: não sou de dar muita importância a estas datas, mas cruzei-me com este lindo poema há uns dias e achei que hoje era a ocasião indicada para o partilhar!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Consulta ou lição!?!

Ontem lá fui à minha primeira consulta de medicina física e reabilitação. 45 minutos no consultório! Assim que entrei o médico perguntou o que eu tinha, mas logo se desviou das questões médicas e começou com uma grande dissertação sobre a geografia e cultura de Portugal. 35 minutos a falar sobre as várias províncias que existiam, sobre os modos de vida em cada uma delas e o impacto dessas vidas no folclore! Uma incursão sobre a época do Salazar e comparação com a situação económica e política que se vive no momento!

Finalmente regressamos ao motivo pelo qual eu estava ali. Tenho de facto uma lesão local (na mão), mas a origem das dores estará mais acima!?!? Resultado: um mês de fisioterapia diária e algumas recomendações práticas relacionadas com a postura no trabalho.

Sentar direita, olhar de cima para baixo para o monitor, fazer mais pausas... e a importância do bom equipamento: cadeiras ergonómicas com apoio para os braços, com apoio para os pés, etc., etc... nada de novo para mim. Até já tive formação sobre higiene e segurança no trabalho. Na teoria é tudo muito bonito... mas a prática, a prática é outra coisa.

Até disse ao médico que iria fazer um esforço para corrigir a minha postura física, mas que se fizesse exigências de novo equipamento à entidade patronal, mais rapidamente me subsituiriam a mim, de que responderiam às minhas solicitações.

Em meados de Abril volto lá para nova consulta ou deverei dizer nova lição?

Está bem... paguei mas vim culturalmente enriquecida. O que não acontece todos os dias.

terça-feira, 5 de março de 2013

segunda-feira, 4 de março de 2013

Eliminar o ruído...

Existe aquele ditado que diz “para bom entendedor meia palavra basta”… mas nem todos são bons entendedores, ou será, que simplesmente fazem de conta que não o são?

Costumo ser bastante frontal quando falo, porém achava que existem situações em que não é preciso fazer desenhos, explicar tin-tim por tin-tim… achava!

Depois de quase 3 anos resolvi detalhar o assunto, sem esquecer de qualquer pormenor e finalmente a conversa surtiu algum efeito, pelo menos no imediato, agora resta esperar para ver durante quanto tempo!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Às vezes...

 
... a blogosfera (para mim) assemelha-se a um grande salão de cabeleireiro onde os mexericos e os julgamentos fúteis sobre a vida alheia imperam. Todos falam do mesmo e impiedosamente criticam a atitude alheia.

Vício dos livros e da leitura


Todas as vezes que compro mais um livro, digo para mim mesma, este é o último que compro. Mas do dizer ao fazer vai um longo passo e não há mês em que em casa não entrem duas ou três novas aquisições.

Já não existe espaço para mais nas estantes, eles vão se empilhando uns sobre os outros de forma cada vez mais desorganizada. E também já não existe espaço para mais estantes.

O incongruente é que apesar de ler muito, ainda tenho dezenas de livros por ler. E para juntar à minha biblioteca particular tenho à minha disposição a Biblioteca Pública que dispõem de mais de 25 mil títulos disponíveis e quase todas as semanas requisito livros para ler. Ora porquê esta mania de comprar livros?

Porque simplesmente os adoro e não lhes consigo resistir.

Mas a falta de espaço começa a ser um problema... para o qual até já magiquei uma solução, embora pouco viável...

Vivo no último andar de um prédio, por cima está apenas o sotão que é pertença comum de todos os condóminos, mas ninguém o usa. E se eu fizesse uma escada em caracol dentro de casa com acesso para o mesmo? Ninguém daria conta (digo eu), faria lá uma bela biblioteca e um quarto para brincar para o cachopo e daqui a 25 anos??? faria a escritura por uso capião!

O que vale é que por sonhar ninguém paga... e eu vou sonhando e comprando livros!