quarta-feira, 13 de março de 2019

O chapéu de Páscoa

Regra geral sou uma pessoa bastante metódica e organizada... mas quando é para fazer trabalhos manuais parece que essas minhas características se evaporam. Salto a etapa de planeamento, salto a etapa de medir e começo logo a cortar, colar, etc., etc... quando chego ao fim da empreitada concluo que gastei o dobro do material necessário para obter o resultado.

Desta vez o resultado parece-me que foi bastante satisfatório. O miúdo pelo menos pareceu feliz e quis logo levar o trabalho para a escola! 

Agora é esperar pela decisão do Júri. Se bem que a opinião mais valiosa para mim é a do meu filho. E aí já ganhei.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Dons que não tenho: trabalhos manuais

Como qualquer mãe com filhos em idade escolar, de vez em quando recebo em casa solicitações para fazer trabalhos manuais em família. Já não bastava ser no Natal, na festa de final de ano ou no Carnaval, agora lembraram-se também da Páscoa. Temos até dia 25 deste mês para fazer um chapéu alusivo à Páscoa para um concurso. Valha-nos a Internet para buscar inspiração. Contudo fiz asneira, pesquisei, fui guardando umas imagens e mostrei ao filhote. Resultado: escolheu o chapéu mais complicado e elaborado para fazer! (Lembrete para trabalhos futuros: apenas mostrar ideias simples!)

Eu bem me empenho e esforço, mas quando finalmente o trabalho chega à escola e aparece exposto no meio de inúmeros outros, parece que fica logo ofuscado. Ou as outras famílias são muito dotadas nestas artes, ou sou eu que sou mesmo um zero à esquerda.

Vamos lá pôr mãos à obra e ver se é desta que nos safamos!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Mentes pequenas....

Às vezes ainda consigo ser surpreendida pela negativa pela atitude de algumas pessoas. Em geral são coisas que me passam ao lado e que não deixo que me toquem. Outras fico a matutar. Hoje foi o caso.

Entrou um casal na secção onde trabalho, e para além de estarem constantemente a discutir entre si num tom de voz bastante alto a dada altura resolveram falar de mim.

Eu só ouvi ele a dizer: Será que não havia nenhum bibliotecário português. Tinham que por aqui uma estrangeira?

Não pude reagir, obviamente, fingi que nada ouvi. Mas custa-me saber que ainda há pessoas com mentes tão fechadas e tacanhas. Talvez se o dissessem na rua, os teria questionado sobre a quantidade de portugueses que trabalham no estrangeiro. 

Trabalho aqui há 19 anos, vivo no país há mais de 35. Nos tempos de escola tive que engolir muitos comentários desta natureza, e no trabalho foi a segunda vez que tive que ouvir um comentário xenófobo. Não gostei, mas sigo em frente, consciente que ocupo o lugar que ocupo por mérito próprio.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

The peace of wild things

Quando a inspiração para escrever não surge, inspiro-me com palavras inspiradas de outros.
Hoje deveria seguir a corrente e postar qualquer lamechas relacionada com o dia de S. Valentim. Uma canção romântica, um poema de amor, uma selfie enamorada, ou a fotografia do delicioso almoço. Esqueçam!
Celebrar o amor diariamente é o meu lema.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Todo o tempo livre é bom para LER

Ontem à tarde tinha consulta médica marcada no centro de saúde local. Como já sei que a hora marcada nunca é respeitada fui munida com o meu livro e quando finalmente fui chamada faltava-me apenas página e meia para o terminar.

Acabei, menos de uma semana após o requisitar, "Apenas um olhar" de Harlan Coben e a frase promocional da capa, da autoria de Dan Brown, desta feita foi certeira. "Harlan Coben é o mestre da leitura compulsiva e final inesperado, que cativa o leitor logo na primeira página e surpreende na última." 
Já escolhi o livro que me vai acompanhar nos próximos dias ou semanas e espero que não seja uma decepção. Ainda só li as primeiras 25 páginas e até agora não me sinto muito enamorada... a ver vamos... o eleito foi "Sabes quem é?" de Karin Slaughter.

Bom fim de semana e boas leituras.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Leituras em dia

Ora vamos lá falar sobre as minhas mais recentes leituras, antes que as ideias se comecem a misturar e as memórias a desvanecer.
No final do ano passado li pela primeira vez um livro de Joel Dicker e como sabem adorei. De tal forma que resolvi comprar o romance A verdade sobre o caso Harry Quebert para oferecer ao meu companheiro no Natal. Como ele anda embrenhado no Outlander (que são uns verdadeiros camalhaços e uns sete ou oito volumes) quem leu primeiro esta nova aquisição fui eu. E adorei. A forma como Joel Dicker vai construindo o enredo é fantástica e o mistério que envolve as histórias prende me de tal maneira que se pudesse não largava o livro antes de o acabar.
Depois de um grande livro custa-me sempre decidir o que ler a seguir. A segunda escolha de 2019 foi A cadeira preta de Sarah Lemonnier, um género diferente àquele que geralmente elego. Trata-se de uma introspecção da personagem principal sobre o seu percurso de vida. Entre relatos de acontecimentos e as sessões com a psicóloga acompanhamos o processo de auto descoberta de Beatriz. Acima de tudo concluo que as escolhas e percursos que seguimos na nossa vida estão intimamente relacionados com a forma com que olhamos para nós próprios.
Como o fim de semana está à porta e não me imagino sem um livro à mão para ler, a próxima leitura já está definida: Apenas um olhar de Harlan Coben. Volto ao meu género de eleição: uma mistura de thriller e policial.

Bom fim de semana e boas leituras!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Top - Número 1

Excelentíssimo filho mais novo anda a descobrir cada vez mais o poder das palavras. Este ano com a entrada no jardim de infância e no ATL começou a conviver com miúdos de várias idades e claro está como uma esponja absorve tudo: o bom e o menos bom.

É frequente chamar-nos de "estúpido" ou "vai te embora da minha vida"! Mas a expressão que entrou directamente para o primeiro lugar do top é "Já não és meu amigo"! À mínima contrariedade lá temos que levar com esta fabulosa frase!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Sobre o Amor

(...) «Mas eu amo-o!» «Não digas disparates e come as tuas batatas fritas, está bem?» «Mas, Sr. Quinn, se o perder, perco tudo!» Eu nem queria acreditar, Sr. Goldman: aquela miúda estava loucamente apaixonado por Harry. E aqueles eram sentimentos que eu próprio desconhecia ou que não me lembrava de alguma vez ter sentido em relação à minha mulher. Foi naquele instante que me apercebi, por causa daquela rapariga de quinze anos, que jamais conhecer o amor. No fundo, as pessoas contentam-se com bons sentimentos, acomodam-se no conforto de uma vida medíocre e passam ao lado de sensações maravilhosas, talvez as únicas que justificam a existência. Um dos meus sobrinhos, que vive em Boston, trabalha na alta finança, ganha uma montanha de dólares por mês, é casado, tem três filhos, uma mulher encantadora e um belo carro. A vida ideal, portanto. Um dia, regressa a casa e diz à mulher que se vai embora, que descobriu o amor com uma universitária de Harvard que tem idade para ser sua filha e que a conheceu numa conferência. Toda a gente disse que ele tinha perdido o juízo, que procurava na rapariga uma segunda juventude, mas eu, eu acredito que ele tenha apenas descoberto o amor. Há pessoas que julgam amar-se e, então, casam-se. E depois, um dia, sem querer, sem se aperceberem, descobrem o amor. E sentem-se fulminadas. Naquele momento, é como se o hidrogénio entrasse em contacto com o ar: uma explosão fenomenal que devasta tudo. (...)

Excerto de A Verdade sobre o caso Harry Quebert de Joel Dicker

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O trabalho em equipa e eu...

Admito que nunca fui muito boa a trabalhar em equipa e talvez essa seja uma lacuna. Gosto de colaborar com outros, mas não gosto de depender de outros para concretizar uma tarefa, ou um trabalho. 

Penso que isto foi trauma que me ficou dos tempos de estudante e dos inúmeros trabalhos de grupo que era suposto fazer... tardes e tardes passadas na conversa em que um ou dois elementos do grupo trabalhavam de verdade e os outros empurravam o trabalho para esses mesmos, pois "vocês é que são bons nisso". TRAUMA!

Há já algum tempo que tinha para aqui a acumular caixotes cheios de livros para levar para a cave. Farta de adiar resolvi meter mãos à obra e lá fui carregando os caixotes, até que me cruzei com a minha chefe que me questionou porque não tinha pedido ajuda às auxiliares. Respondi: porque não as vi! Claro está, passados 2 minutos apareceram e não tive como não lhes pedir ajuda.

Os caixotes estavam todos alinhados, todos bem identificados... depois do transporte os caixotes estavam rasgados, as identificações tinham desaparecido e em alguns casos os livros tinham sido trocados de caixote.

Compreendem agora porque prefiro fazer estas coisas sozinha? Acabamos por não gastar menos tempo e eu fiquei com o trabalho de reorganizar tudo outra vez.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Filosofia de vida

As ocasiões especiais são todas aquelas que vivemos. Pequenos e grandes momentos. Todos os minutos, horas e dias.