quarta-feira, 7 de junho de 2017

Obsolescência programada

Este ano tem sido o ano de substituição de electrodomésticos e outros aparelhos electrónicos lá em casa. Foi o frigorífico, foi o aspirador, foi um telemóvel e agora (embora por acidente) o tablet.

"Antigamente" quando se comprava um qualquer aparelho, este era para a vida toda, ou pelo menos quase.

Hoje já somos informados na loja sobre a expectativa de vida do aparelho que estamos a adquirir.

Afinal e como suspeitava este período de vida é programado e até tem nome: Obsolescência programada! e serve para manter a sociedade de consumo em movimento. Mas a que preço?

terça-feira, 30 de maio de 2017

Defesas em baixo...

Na semana passada sucumbi... depois de dois dias a lutar para me manter em pé e a trabalhar, tive de dar o braço a torcer e procurar o médico.

Diagnóstico: desidratação e infecção pulmonar! Quatro dias de molho! Dias a fazer o mínimo possível para tentar recuperar energias e enfrentar novamente a correria do dia-a-dia!

Já regressei ao trabalho! Ainda não me sinto a 100%, mas para lá caminho.

Agora é aguentar dois meses para depois poder desfrutar das merecidas férias!


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Maio...

As estações do ano têm andado todas baralhadas. Um dia parece que estamos no Verão, o dia seguinte no Inverno e outros (raros) na Primavera.
Já desisti de tentar separar as roupas por estação. Com esta mistura de estações não há como manter os guarda-roupa organizados!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Desafios da maternidade: alimentação

Felizmente os meus filhos sempre comeram bastante bem e nunca tive grandes preocupações no que a hábitos alimentares diz respeito.

Mas... e há sempre um mas na história... o meu mais pequeno tem-me colocado vários desafios em vários campos. Tudo o que com o mais velho tinha sido fácil, com este tem sido um pouquito mais complicado.

A questão que ultimamente me tem vindo a preocupar prende-se com a alimentação ou neste caso a não alimentação na creche. Nunca foi de comer muito lá... mas de há uns dois meses para cá não come nada. Precisamente: NADA!

A comida é semelhante à de casa e os horários também não divergem assim tanto! As funcionárias já tentaram de tudo: dar-lhe a comida à boca, deixá-lo comer pela própria mão. Dar-lhe brinquedos, livros e até já o chegaram a deixar brincar com um telemóvel. Nada funciona. Simplesmente se recusa a comer. Afasta o prato, grita, chora e em casos mais extremos vomita.

Isto significa que sua excelência passa 9 horas por dia sem comer. O que me parece muito para uma criança de apenas dois anos!

Em casa come bem e até costumo brincar dizendo que come bem demais!

Quando vem da creche tenho lhe dado um prato de sopa e uma dose de fruta. Duas horas depois janta normalmente e quando vai para a cama mama. 

Comer quando vem da creche é um mau hábito, eu sei! Mas ele efectivamente vem com fome!

Será que é uma fase que vai passar?
Que estratégias devo usar para resolver esta situação?

De facto a maternidade é um desafio constante e interminável! E cada filho é único. Fórmulas que resultam com um, não necessariamente resultam com outro!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Silêncio













Nada é silêncio.

Um tapete a ser sacudido
um cão que ao longe ladra
o cantarolar constante dos grilos
o bater de um estore a ser fechado
o ronronar do frigorífico
a propagação do som de um avião a passar...

Nada é silêncio
e que falta me faz
o silêncio.

Silêncio
tudo o que desejo
Silêncio.

                                                                              MV, 22.03.2017

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Missão falhada

Andava há vários dias a adiar uma ida ao cabeleireiro com o meu menino mais novo! A recordação da última ida ainda era demasiado viva e eu ainda estava meio traumatizada pela experiência. Fui tentando convencer o pai a ir com ele... mas nada. 

Não dava mais para ignorar o cabelo comprido e ontem foi o dia de ir buscar mais cedo a criancinha à creche para irmos ao cabeleireiro.

Chegamos e portou-se lindamente enquanto esperávamos. Foi se entretendo com uma caixa de ferramentas de brincar, cantarolando e tagarelando como um menino exemplar. Até ao momento em que o chamaram para a cadeira. 

Começou a choradeira ainda antes de haver uma tesoura à vista. Com muita resistência da parte dele e depois de muito esbracejar conseguiram pôr lhe a bata, a qual foi logo de seguida arrancada por sua excelência. Nova tentativa... falhada. Então siga sem bata.

Saquei do tablet para ver se o sossegava! Coisa que ele adora, também foi de imediato descartada. Gritos, choro, gritos, choro, muito espernear e afastar tudo e todos a esbracejar. Toda a gente a olhar para nós: uns divertidos, outros chocados... eu não sabia se havia de chorar ou de rir. Voz calma, palavras serenas, um pouco mais de assertividade... inspirar, expirar... mas o miúdo simplesmente não queria colaborar.

Depois de muitas tentativas uma tesourada na franja. Sempre com um choro estridente! Parecia que pressentia a tesoura a aproximar. Mais uma tesourada na linha da nuca. Gritos desalmados, choros e soluços. Palavras para tentar acalmar... nada surtia efeito. A tesoura pairava no ar, entre mim, entre o miúdo e a cabeleireira, mas não conseguia chegar ao objectivo.

20 minutos de tortura mais tarde... sucumbi. Simplesmente não dava. Pedi desculpa e pedi a conta.

4 euros! Por meia dúzia de cabelos cortados... não me queixei! Afinal o negócio deles é cortar o cabelo, e não aturar crianças birrentas.

Garantidamente a próxima tentativa cabe ao pai!

sábado, 1 de abril de 2017

Fim de semana

Bom fim de semana!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Uma viagem chamada vida

A felicidade é feita de pequenas coisas.
Aproveita o aqui e o agora.
O amanhã está fora do teu alcance.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Adeus avó...

Acordo de manhã cedo, como todos os dias.

Seguem se as rotinas. Lavar e vestir as crianças. Dar-lhes o pequeno-almoço, enquanto beberico o meu café.

Resolvo espreitar o Facebook e o “baque” vem logo que vejo o primeiro post. Uma fotografia da minha avó. Não precisei de ler... aquela imagem trouxe-me a triste e desoladora notícia da sua partida.

Lágrimas rolam pelo meu rosto. O meu filho mais velho questiona-me: porquê? Eu respondo: a avozinha foi para as estrelas e saber que nunca mais a verei ou poderei falar com ela deixa-me triste.
Muito triste.

Tão bem me lembro da última vez que a vi. Há 3 longos anos atrás. Demasiado tempo. E agora não mais a verei.

Apesar da distância física que nos separou ao longo da vida, em cada reencontro ultrapassava-se como se esta nunca tivesse existido. Ela era minha avó, a minha última avó. E eu a neta. O sentimento que nos unia era mais forte do que a distância que nos separava.

Mas a distância entre a vida e a morte é intransponível. Restam agora as saudades e as memórias. E a dor da sua partida.

E também as últimas palavras que me disse há 3 longos anos atrás. “Não demores outros tantos a voltar.

Mas não voltei. O carrossel da vida anda tão veloz, que não tive tempo e oportunidade de voltar.

Adeus avó! Até um dia!
Olharei para as estrelas e saberei que estás a olhar por nós.