quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Amar


Ela queria escrever palavras de amor num papel rasgado.
Um amor estilhaçado...
As palavras não surgiam.
Aprisionadas num coração,
Que deixara de acreditar na utopia de amar!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Confuso, não é?

O que se deve passar na cabeça do meu mais pequeno quando vamos andar no escorrega do parque:

"Então se me deixam subir ao escorrega pela parte em que é suposto descer, porque é que não me deixam descer pela parte em que é suposto subir?"

Nota mental: acho que eu e o pai vamos ter que rever "procedimentos"

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

De molho

Depois de duas semanas com uma tosse horrível chegou a febre acompanhada de dores em cada pedacinho do corpo! Fui trabalhar assim na segunda, terça e quarta... até que sucumbi e fui às urgências. Atestado com recomendação de muito descanso até a febre passar. Antibiótico e mais uns outros comprimidos...  sinto me ligeiramente melhor, mas ainda com as energias bem debilitadas! Espero segunda feira estar novamente operacional.

Bom fim de semana.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Primeira grande queda

Tenho por hábito depois de ir buscar os meninos à escola e à creche deixá-los brincar um bocadinho na rua, para que para além de poderem respirar ar "puro", possam também esticar os músculos depois de um dia fechados em edifícios.

Ontem o pai juntou-se a nós. Como ando com uma gripe terrível sentei-me num lancil apenas a observar e deixei os miúdos sob vigilância do pai. Um na bicicleta e o outro a subir e a descer passeios. A coisa correu para o torto com o mais pequeno... não sei bem como mas aterrou em cheio com a cara e a testa no alcatrão e o resultado não foi coisa bonita de se ver.

Agarrei nele e como um relâmpago subi até ao terceiro andar para lavar e desinfectar as feridas, e avaliar se necessitaria de intervenção médica! Felizmente não atingiu o olho. Berrou que se fartou até eu conseguir tratá-lo minimamente e agora está com metade da cara arranhada e inchada!

Não foi a primeira queda, nem será a última, mas foi sem dúvida a que até agora mais me assustou!

(estou convencida que o pequeno até vai ter mais quedas do que o mais crescido, porque é muito destemido e aventureiro)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Momento fútil da semana

Momento fútil da semana é perder 40 minutos do serão de Domingo a ver o programa Secret Story e apreciar ou depreciar as vestimentas dos concorrentes e sobretudo da apresentadora!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Caminhemos...

Pintura a oléo de L. Afremov
Caminhemos de mãos dadas, como se o tempo tivesse parado!
E na serenidade dos nossos passos, 
tranquilamente, rumámos em direcção ao amanhã.

Bom fim de semana

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Leituras sublinhadas

"Celeste despede-se, entra para o autocarro, aliviada mas não sem pensar que às vezes, para se defender, quase ficava insensível ao sofrimento alheio. Ou seria indiferença? A banalização da violência nos jornais, nas televisões, na internet, injectava no quotidiano doses maciças de sangue, injustiça, mentira, injúria, ganância, como se o mundo não pudesse crescer senão através deles e com eles tivéssemos de conviver sem os pôr em causa. Milhões de corações apáticos, conformados, Celeste também temia pelo seu."

Ana Zanatti in E onde é que está o amor.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Legendas precisam-se


No meu tempo não havia horário na primeira classe. 
Havia hora de entrada e de saída.
Os tempos mudaram, tudo bem! Mas e as legendas? 
Se há siglas que são óbvias, outras são para mim 
um verdadeiro quebra-cabeças.
Escrevi para a coordenadora da escola a pedir "tradução"!

"Reentreé" atribulada

Quase há um mês que as férias chegaram ao fim, no entanto poucos foram até agora os dias que trabalhei!
A primeira semana começou a meio, a segunda teve um feriado municipal e a terceira estive de "molho" com o mais novo que apanhou uma virose, com o pomposo nome de "Doença da boca, mãos e pés"! Nada de grave, tirando as borbulhas que apanhou na e debaixo da língua e que lhe retiraram todo e qualquer apetite. 
5 dias em casa, 5 dias enclausurada com o pequeno sempre à perna. 5 dias em que para além de brincar com o pequeno, alimentá-lo, evitar que caia dos móveis abaixo ou que leve com eles na cabeça, não consegui fazer absolutamente nada e ainda assim acabava mais cansada de que se estivesse a trabalhar.
Pequeno melhorou e foi a vez da mãe ser atacada com uma bela constipação, daquelas que nos roubam todas as energias e só dá vontade de ficar embrulhada numa manta a vegetar. Mas esse é um luxo fora do meu alcance, pelo que só me restou recorrer ao chá com mel e limão e outras mezinhas caseiras para me tentar manter de pé e seguir em frente.
Hoje regressei ao trabalho e finalmente tenho um pouco de sossego, leia-se um pouco de tempo "kid free". Ainda não entendi muito bem onde errei, mas tenho dois filhos que são super mãe dependentes e ainda por cima têm ciúmes um do outro. Se um vem dar um beijo, vem logo o outro tentar passar à frente. Se o maior se senta no meu colo, o pequeno larga tudo o que está a fazer, para tentar arrastar o irmão dali para fora... cenas destas repetem-se ao longo de todo o dia. Eu bem explico que gosto de ambos, que o meu amor chegar para todos... mas o que eles querem é ter me em exclusividade.
As rotinas dos nossos dias também foram alteradas este mês, se até aqui o dia começava com relativa calma, agora temos a pressão do horário da escola. O mais velho está crescido e ingressou este ano no 1º ano do ensino básico e tem de estar lá impreterivelmente até as 9 horas. Passo as primeiras horas do dia a repetir come, veste-te, lava os dentes, calça os sapatos... e por mais que chame a atenção do miúdo para o avançar das horas, ele acha que temos sempre muito tempo. - Oh mãe... mas ainda temos 30 minutos... . E eu continuo "come, vá, bebe o leite". Olho novamente para o relógio e dos tais 30 minutos já só restam 10. 
Os dias também se tornaram mais longos. Até aqui chegava a casa com os cachopos por volta das 16.30... agora o mais velho só sai às 17.30... o que significa que só por volta das 17.45 estamos todos reunidos em casa. 
Diz que a partir de hoje começam os trabalhos de casa...
Havemos de nos adaptar... mas certamente levará o seu tempo.