Vivo com a sensação de não me dedicar tempo suficiente ao meu filho, revoltada por no fim do dia de trabalho ter que chegar a casa e lançar-me para a cozinha. Enquanto corto, pico e ralo, vou respondendo às questões e olhando para as brincadeiras de Dom Pimpolho... uma atenção dividida entre tarefas. Jantar pronto e vamos todos para a mesa... repito 100 vezes come, enche a colher... entre o jantar e a hora de deitar medeiam cerca de 40 minutos... 40 minutos em que largo tudo para apenas me dedicar ao rapaz. 40 minutos que sabem a muito pouco e que me deixam com a sensação de não ter cumprido o meu dever.
De nada vale atormentar-me diariamente com esta questão. As coisas são como são, preciso de trabalhar. Trabalhava 35 horas semanais e obrigaram-me a trabalhar 40, pedi jornada contínua e foi me recusada, e cada vez mais vejo os meus direitos enquanto trabalhador a encolher, a mirrar... e o espaço familiar acompanha essa tendência.
Queria estar presente, presente no crescimento e nas descobertas do meu filho. Ajudá-lo a explorar, a descobrir, a crescer e a aprender.
Sou obrigada a delegar essas tarefas no Jardim de Infância, onde imperam as metas de aprendizagem e a verdadeira infância é relegada para segundo plano, cruelmente encurtada.
Queria que o meu filho tivesse todo o tempo do mundo para ser simplesmente criança e fazer tudo o que uma criança tem direito de fazer...
Desde Março para cá que não tenho tido tempo para nada... a não se para trabalhar e estudar!
Falta pouco, mas o pouco alonga-se no tempo.
O último exame do ano, se tudo correr bem, será a 11 de Julho... nessa data e até recomeço das aulas em finais de Setembro, esqueço tudo o que tem a haver com o curso!
Ontem esteve uma turma na Biblioteca a fazer um trabalho na área da saúde. Os alunos andam todos na casa dos vinte e poucos, e o curso relaciona-se com cuidados básicos de saúde.
Duas jovens estavam mesmo à minha frente, olhei para o monitor do seu computador e fiquei estupefacta quando li o título do trabalho: "A sida e outras toxicodependências". Como é possível nos dias que correm misturar assim dois conceitos diferentes???
Pior do que tudo, o professor veio ver o trabalho, e não teceu nenhum comentário sobre o título e ainda disse às jovens que estava bom!!!
Ontem foi dia de comprar sapatos para Dom Pimpolho.
Ao pagar na brincadeira, disse-lhe:
- Agora temos que ir tirar do teu mealheiro o dinheiro para os sapatos...
O Senhor da loja ouviu e disse:
- O do mealheiro é para os gelados.
Dom Pimpolho, com uma grande risada, respondeu:
- Mas os gelados não cabem no mealheiro. O mealheiro é só para as notas e as moedas!
:)
Quando no guia do curso vi a disciplina Tópicos de Informática, pensei de imediato "isto vai ser canja"... pois não é que me enganei redondamente, e nenhum dos dois cursos de formação em informática, muito menos a carta europeia de condução em informática me têm válido de salvação.
Primeiro andei às voltas com a iniciação à internet e as tecnologias da informação e comunicação, agora juntou-se lhe folhas de cálculo... e o cálculo está-me a deixar a cabeça em água.
Hoje, depois de 10 tentativas, lá conseguiu chegar aos 50% num teste formativo... mas não faço ideia como me irei safar desta num exame presencial.
Apesar de todas as minhas auto exigências... acho que já darei um pulo no ar se passar com nota mínima...
Deixo aqui um exemplozinho do que têm sido os meus serões:
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Pretendemos obter uma tabela no Excel para a seguinte fórmula: . Considerando que os valores de estão na coluna I, e os valores de na linha 7, escreva uma fórmula do Excel para a célula Q17, válida para toda a tabela (utilize $ se necessário).
No MS Excel, pretende-se construir um relatório dinâmico, com base numa tabela com dados sobre arrendamento de casas de habitação numa cidade, sendo esta composta pelas seguintes colunas: morada; assoalhadas; custo de aluguer; zona. Organize o relatório dinâmico, de modo a obter: custo de aluguer médio por número de assoalhadas.
Selecione uma opção de resposta:
Escreva a fórmula do Excel que corresponde à seguinte expressão:
Foi apenas uma semana, e mesmo assim consegui sentir falta de Portugal. A Bélgica para mim é apenas um destino de férias, e isto porque tenho lá família... caso contrário aproveitaria a oportunidade para ir conhecer novas "paragens"!
Não obstante, foi bom e ao mesmo tempo estranho voltar depois de 8 anos... constatar que muito mudou na minha aldeia Natal, moradias que foram substituídas por prédios, a casa dos avós que já deixou de ser dos avós, porque uns já faleceram e a avó que me resta vive no lar...
A família cresceu... em 8 anos nasceram 9 crianças! 1 primo, e 8 primos em segundo grau. Por lá penso que não se faz sentir a crise da natalidade, e por aquilo que me apercebi a crise económica também não... ou pelo menos pouco.
Foi uma correria... visitas e mais visitas e claro está, com uma criança, não podiam ter faltado as idas aos parques infantis! Que diga-se de passagem têm muito mais qualidade de que os que por cá temos. para além de terem um aspecto muito mais natural (relvados e areia é o que protege as crianças), têm equipamentos muito mais variados. Dom Pimpolho inclusive já começou a perguntar se Sábado podemos ir ao parque onde fomos na Quarta-feira da semana passada! :) ... como se ficasse a meia dúzia de passos daqui...
Férias são férias, e como sempre já sinto saudades... no Verão há mais!