Mostrar mensagens com a etiqueta Vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vida. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 29 de março de 2017

Uma viagem chamada vida

A felicidade é feita de pequenas coisas.
Aproveita o aqui e o agora.
O amanhã está fora do teu alcance.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Adeus avó...

Acordo de manhã cedo, como todos os dias.

Seguem se as rotinas. Lavar e vestir as crianças. Dar-lhes o pequeno-almoço, enquanto beberico o meu café.

Resolvo espreitar o Facebook e o “baque” vem logo que vejo o primeiro post. Uma fotografia da minha avó. Não precisei de ler... aquela imagem trouxe-me a triste e desoladora notícia da sua partida.

Lágrimas rolam pelo meu rosto. O meu filho mais velho questiona-me: porquê? Eu respondo: a avozinha foi para as estrelas e saber que nunca mais a verei ou poderei falar com ela deixa-me triste.
Muito triste.

Tão bem me lembro da última vez que a vi. Há 3 longos anos atrás. Demasiado tempo. E agora não mais a verei.

Apesar da distância física que nos separou ao longo da vida, em cada reencontro ultrapassava-se como se esta nunca tivesse existido. Ela era minha avó, a minha última avó. E eu a neta. O sentimento que nos unia era mais forte do que a distância que nos separava.

Mas a distância entre a vida e a morte é intransponível. Restam agora as saudades e as memórias. E a dor da sua partida.

E também as últimas palavras que me disse há 3 longos anos atrás. “Não demores outros tantos a voltar.

Mas não voltei. O carrossel da vida anda tão veloz, que não tive tempo e oportunidade de voltar.

Adeus avó! Até um dia!
Olharei para as estrelas e saberei que estás a olhar por nós.

terça-feira, 21 de março de 2017

Devastador

O efeito que uma"viagem" pelo feed de notícias do Facebook tem sobre mim é demasiadas vezes devastador!

Tantos posts põem a "nu" a crueldade, a maldade e a insensibilidade humana que chego a sentir-me doente.

Não é querer fugir da realidade, é simplesmente achar que a realidade é demasiado cruel.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Dias calmos e sonolentos

Não ainda não é desta que me despeço deste meu cantinho e dos meus leitores. A ausência tem-se alongado, mas quando não há energia e inspiração para escrever não vale a pena forçar. 

Isto não quer dizer que deixaram de acontecer coisas na minha vida ou que o mundo deixou de pular e avançar, eu é que simplesmente tenho para aí uns 6 anos de noites mal dormidas e tenho canalizado as energias para o que é realmente essencial.

Enquanto isso vou assistindo aos acontecimentos mundiais e não posso deixar de referir que toda esta história trumpabólica me assusta e faz questionar ainda mais de que é costume sobre o mundo em que vivemos. Para onde se pode ir para escapar a todos perigos que nos rodeiam?

Eu vou andando por aqui e fazendo as minhas leituras bloguísticas habituais... em silêncio.

A todos (embora tarde) o desejo de um excelente 2017.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O amor é lindo!

Um dia destes fui buscar o meu filho crescido à escola e a primeira coisa que me disse foi:

- Mãe, já tenho uma namorada nova!
- Muito bem! A mãe fica feliz por ti!
- Quando formos adultos vamos casar!

É tão bom ver esta simplicidade e genuinidade. Pena que com o passar dos anos estas coisas se percam. Fica por isso o registo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

E novembro contínua em alta... (not)

Mais uns dias de ausência do trabalho, mais uns dias de ausência do blog, pois por cá o mês de novembro continua pouco colorido!

A varicela tardou a chegar... mas eis que aos 6 anos o rapazinho de um dia para o outro ficou quase todo pintalgado. Uma ida ao médico para confirmar e 5 diazinhos de "quarentena" para resguardar. Felizmente o rapaz aguentou-se bem e para além de um cansaço extra e de uma drástica diminuição de apetite, poucos sintomas apresentou. Agora resta esperar para ver se o pequeno foi ou não contagiado.

Entretanto a mãe parece continuar com o sistema imunitário em baixo, pois foi novamente atacada por uma forte constipação/ gripe com direito a muito tosse, expectoração, dores e febre! Mas há-de passar.

Embora o Natal ainda demore um pouquito a chegar, lá resolvemos montar a nossa árvore este fim de semana! Cada ano um pouco mais cedo, e mais carregada de enfeites... um dia destes estamos a montá-la pelo início do Outono. Mas pronto para agradar à pequenada fazem se estes pequenos esforços! :)

Espero que esta semana seja boa, com muita saúde, alegria e amor! Nada de doenças ou de relações a desmoronar... para mim já chega!!! 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Novembro atribulado

Outubro não terminou bem e Novembro não começou melhor.

O meu companheiro foi operado de emergência e felizmente tudo correu bem. Duas semanas depois está elegante como um modelo e pronto para a passerelle. :)

Ainda mal me tinha refeito deste incidente quando um pior se fez anunciar. Um casamento de 42 anos a ruir... um casamento que sempre conheci! Um turbilhão de emoções assolam-me dia e noite. Sinto-me esgotada psicologicamente, parece que carrego o mundo nos ombros e não sei como retirar este peso de cima de mim. Por enquanto está tudo num limbo... e só o tempo ditará o desenlace da situação. Mas, nestas situações gosto de me manter realista e estou convicta que nada mais será como era. 

Entretanto a vida continua a pular e a avançar a um ritmo alucinante. O Natal está à porta e já tenho o meu filho a implorar para montar a árvore e enfeitar a casa..., o trabalho é mais que muito e neste momento é um escape para mim. Os dias são sempre demasiado curtos para tanta solicitação e quando à noite finalmente chego à cama há sempre a sensação de que algo ficou por fazer.

Melhores tempos virão... pelo menos é esse o meu desejo!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

A sua vida chegou ao fim, mas a sua música continuará nas nossas vidas


Leonard Cohen,o músico que mais me marcou!
Até sempre.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Agora há app's para tudo

Acabei de ler uma notícia sobre uma nova aplicação, o ConfesorGO. Esta app ajudará os fieis em momentos de aflição a encontrar o padre mais próximo para se poderem confessar!

Ainda não chegou a Portugal! Mas antevê-se, que brevemente já não haverá desculpas para não confessar os pecados.

sábado, 8 de outubro de 2016

A cor da tua alma - poesia


A Cor da Tua Alma

Enquanto eu te beijo, o seu rumor 
nos dá a árvore, que se agita ao sol de ouro 
que o sol lhe dá ao fugir, fugaz tesouro 
da árvore que é a árvore de meu amor. 

Não é fulgor, não é ardor, não é primor 
o que me dá de ti o que te adoro, 
com a luz que se afasta; é o ouro, o ouro, 
é o ouro feito sombra: a tua cor. 

A cor de tua alma; pois teus olhos 
vão-se tornando nela, e à medida 
que o sol troca por seus rubros seus ouros, 
e tu te fazes pálida e fundida, 
sai o ouro feito tu de teus dois olhos 
que me são paz, fé, sol: a minha vida! 

Juan Ramón Jiménez, in "Ríos que se Van" 

Bom fim de semana

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Caminhemos...

Pintura a oléo de L. Afremov
Caminhemos de mãos dadas, como se o tempo tivesse parado!
E na serenidade dos nossos passos, 
tranquilamente, rumámos em direcção ao amanhã.

Bom fim de semana

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Último adeus

Ontem foi um dia comovente e triste para D. Pimpolho e por conseguinte para o papá e a mamã.
Há dois anos atrás oferecemos-lhe o seu primeiro animal de estimação. Um hamster, que ele "baptizou" com o nome Chico. Claro que ele teria preferido um cão ou um gato, no entanto e como vivemos num apartamento, achamos que não temos condições de ter animais que necessitam de espaço e de ir regularmente à rua. Um hamster numa gaiola não é no entanto uma solução mais idílica, mas excluindo um peixe ou uma tartaruga, a única que se adequava à nossa situação. Durante 2 anos o bicharoco fez parte das nossas vidas, e D. Pimpolho todos os dias o espreitava e alimentava. Afeiçoou-se como é natural.
Ultimamente notava-se que o Chico estava a envelhecer, movia-se cada vez com menos agilidade e o pelo já não tinha o brilho de outrora. A velhice apoderou-se dele e antes de ontem deu o último suspiro. Como tal aconteceu ao final do dia, resolvemos apenas contar o sucedido na manhã seguinte, para que o miúdo não fosse dormir atormentado.
Foi um drama, lágrimas e choro e mais lágrimas e choro. O primeiro confronto directo com a morte.
No final do dia fizemos-lhe o funeral e dissemos-lhe o último adeus. D. Pimpolho soluçava e chorava, abraçámo-lo num abraço reconfortante e sussuramos-lhe palavras de conforto. 
O último adeus não é fácil para ninguém. O cachopo tem 6 anos e certamente este episódio vai suscitar uma série de questões nos próximos dias. Cabe nos a nós ajudá-lo a compreender e a lidar com estas situações.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A minha agenda

Esta semana a minha agenda está demasiado cheia!
Amanhã logo de manhã festa de Natal no Jardim-de-infância...
Quinta-feira consulta de obstetricia...
Sexta entrega das avaliações...
 
Pelo meio e até sexta-feira 3 trabalhos académicos para realizar.
 
Ainda agora chegamos a meio da Segunda-feira e já me sinto estafada...
 
Por mais que queira... por enquanto não posso abrandar!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Lido por aí...

(imagem daqui!)

Rir junto é melhor que falar a mesma língua. 

Ou talvez o riso seja uma língua anterior que fomos perdendo à medida que o mundo foi deixando de ser nosso.
Mia Couto

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Da pacatez à confusão!

A vila onde vivo é pacata! Sossegada e tranquila... mas assim que chega Agosto é a grande confusão.
Chega uma multidão de "alfacinhas" e "avec's" que enchem as ruas, os cafés e os supermercados.
Este ano quase me esquecia que Agosto costuma ser assim... mas recordei quando à hora do almoço fui ao Lidl! Estava a ver que não saia de lá... é que os corredores são o lugar ideal para em família parar e conversar com outra família! E quem quer apenas aproveitar para fazer umas comprinhas rapidinho, avança passo a passo, entre muitos com licença, posso passar por favor!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

Última etapa...

Estou desgastada, cansada... com umas olheiras que tomam conta do meu rosto! Felizmente, anima-me ver o fim desta primeira etapa: 11 de Julho!
 
A última etapa do primeiro ano da licenciatura está aí: começo, oficialmente, hoje a "marrar" para as provas presenciais! Há só uma disciplina que me causa certa apreensão: tópicos de informática. Tópicos... que têm muito que dizer. Quem diria que estes tópicos eram tão precisos quanto saber calcular uma matissa, saber linguagem HTML, fórmulas de exell ou construir bases de dados no acess ou ainda conhecer de cor uma infinidade de combinações de teclas de atalho...
 
Espero conseguir nota positiva em todas as disciplinas. E é para atingir esse objetivo que trabalho. Não me agradaria nada deixar disciplinas para trás...
 
Como não me agrada ter notas baixas. Maldita ambição... fui assim desde os tempos de primária, depois a secundária em que chorava sempre que tinha notas abaixo de 70%. Agora já não choro, também não fico contente... mas chamo-me à terra. Obrigo-me a ver a realidade e recordo-me a mim mesma que trabalho uma semana a fio, sou mãe, mulher, companheira, filha, irmã... e para minha sanidade preciso de manter o equilíbrio entre as várias facetas da minha vida. Sim, decidi fazer o curso. Sim, quero aprender mais, mas não posso ambicionar sempre notas altas. Se acabar uma disciplina com 12 ou 13, já deveria ficar feliz. Excercío bem difícil, para quem toda a vida se habituou a notas altas...
 
Dia 17 de Junho, o primeiro exame... dia 11 de Julho o último. E depois 2 meses e meio sem pesquisas, leituras obrigatórias, relfexões, atividades formativas ou é-folios. De certeza vou aproveitar todo o tempo livre para ler... ler por prazer!
 
Pelo menos uma dúzia de livros estão à espera de mim!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Voltar às raízes

Amanhã começa mais uma semana de férias para mim! Férias, é como quem diz, pois vamos viajar até ao meu país de origem! Coisa que já não fazia há 8 anos... o que significará sem dúvida uma grande maratona de visitas à família!

Engraçado, que embora a Bélgica seja o meu país Natal pouca ou nenhuma ligação lhe sinto. É só mesmo família... e apesar de ter uma catrafada de tios e primos o tempo que despendemos juntos tem sido tão pouco, que em geral quando falo de família falo nos meus pais, irmã e sobrinhas, esses que estão por perto e com quem tenho um contacto regular e fundamental para a harmonia da minha vida.

Fui desenraizada há demasiado tempo... para poder dizer efectivamente que vou voltar às raízes.

De qualquer forma é sempre bom regressar aos lugares onde passei os meus primeiros 8 anos de vida... e que de uma forma ou outra fazem parte de mim.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Vidas que tocam (II)

Na minha rua vivia uma família numerosa. Uma família desestruturada. Era o que a sociedade apelida de família disfuncional. Uma mãe com uma catrefada de filhos, de vários pais, muitos gritos, polícia à porta com frequência e com acompanhamento da segurança social.

Ao que parece no passado a mãe já tinha entregue filhos a outras famílias e já fora ameaçada pela segurança social que lhe retirariam os 3 mais novos.

Nunca privei com esta família, mas as crianças eram presença constante no bairro. Corriam, brincavam como quaisquer outras crianças, e Dom Pimpolho gostava de estar com eles.

A mais nova, sempre que pressentia que andávamos a brincar por ali, aparecia como por magia. O meu filho emprestava lhe a bicicleta, e eu falava carinhosamente com a menina. Acho que ela gostava destes breves momentos.

Um dia destes soube que a mãe se pôs a andar. Desapareceu. E deixou os 3 menores na escola. Os técnicos da Segurança Social foram buscá-los.

Desde que soube da história é raro o dia em que não recorde estas 3 crianças. Onde estarão? Como se sentirão? Será que a mãe os foi buscar?

Que futuro lhes está reservado? Institucionalizados. Irão para adopção? E quem adopta crianças com 6, 9 e 10 anos? Três ao mesmo tempo?

Não é certamente caso único, mas toca-me particularmente porque conhecia estes miúdos…

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Vidas que tocam (I)

Fez parte da minha vida durante 7 anos por algum motivo. É certo que depois de colocar tudo na balança houve um lado que pesou muito mais, o que inevitavelmente conduziu à separação. 
Uma primeira.
9 meses depois o reencontro numa altura em que eu estava mais frágil do que nunca. A vida do meu pai estava por um fio. Felizmente conseguiu agarrá-lo.
Reatamos. Mais um ano de tentativas frustradas. Em vão. Ponto final definitivo.
Segui em frente.
Nos primeiros meses ódio e rancor era tudo o que havia. Lentamente uma amizade cordial ganhou forças.
cruzávamos-nos na rua, trocávamos meia dúzia de palavras. Via-o de tempos a tempos.
Tentou o suicídio.
Reequilibrou-se. Ou talvez não.
Há meio ano que o não vejo. Nada dele sei.
Questionei a irmã. Também não sabia do seu paradeiro.
Nunca mais o vi. Nada mais soube...
E preocupo-me. Porque o queria saber bem!